Papo Sério: Vamos nos amar mais?

Alô, alô!

No post que fiz semana passada (aqui) comentei com vocês que já há alguns dias peguei meu antigo diário para reler e me reconhecer através das loucuras que contava dos meus 13 aos 15 anos. Tenho que admitir que logo no início, nas primeiras páginas, eu ri muito com toda a dramaticidade que desempenhava em cada situação, sempre levando ao extremo da lírica e comparando constantemente a minha vida com um livro – é gente, com 13 anos eu vivia por metáforas.

Lá em 2010 e começo de 2011 eu tive meu primeiro amor, aqueles crushes pesados que não são correspondidos e que normalmente, em noventa por cento dos casos, são os seus amigos ou alguém muito bonito da sua turma – que na sua cabeça, você não teria chance ou estragaria a amizade – e no meu caso, o “boy dos sonhos” era meu amigo/cara bonito da sala.

E como todo ariano é transparente com seus sentimentos, eu não seria diferente, e já naquele tempo era óbvio que eu estava no famoso caso do “eu me apaixonei pela pessoa errada” hahaha para mim e para ele! Mas sempre pensava que eu era maravilhosa e se ele não via, o menino tinha sérios problemas de miopia.

O engraçado é que nessa idade, tanto os garotos como as meninas estão passando por uma fase de transição, mas eu sempre estive convicta que com uma frase motivacional de algum escritor ou trecho de série, não haveria bad que suportasse e até em determinado momento, escrevi algo parecido com isso aqui – já avisando que não está muito bom:

“A verdade é que quem ama respeita. Você tem que sempre procurar quem vai te fazer bem (…) Para que alguém goste de você, você tem que gostar de si própria. Você tem que ter suas vontades, seus confortos, seus direitos, seus deveres, sua opinião, ou seja, sua personalidade. Mude, cresça, faça amigos, erre, aprenda com seus erros, se apaixone, mude, mude de novo e de novo…” (2010, dezembro)

Tudo isso me fez pensar nas meninas e mulheres da minha idade e até um pouco mais velhas – o que eu posso falar agora pode se encaixar para homens também mas vou pôr no feminino – eu já vi tantas meninas se humilharem por um amor que já perdi as contas. Fiquei pensando em que momento nós passamos de confiantes a inseguras, ideologicamente e corporalmente, o momento em que deixamos de acreditar em nós.

Vejam, só nesse mês eu acompanhei quatro ou cinco casos de perto em que a mulher era maravilhosa – em todos os sentidos da palavra – mas seus parceiros as desmereciam ao ponto das mesmas ficarem desgostosas com a vida, se culparem por qualquer erro, se submeterem a qualquer coisa, para continuar ao lado do seu amor – e o mais triste, é que não é incomum.

Então mulherada, vamos nos amar mais? Eu tenho certeza que se você se priorizar, cuidar de si, fazer escolhas conscientes – sem a necessidade constante de querer agradar, as coisas só vão melhorar. Nós tendemos a atrair pessoas positivas quando estamos realizadas e amores tão grandes quanto nós mesmas. Afinal, por que quando criança nós tínhamos consciência de que merecíamos mais e agora, adultas, temos medo?

Todas nós somos mulherões da porra hahahaha Não é errado ter orgulho do seu reflexo no espelho, saber reconhecer quando o outro não te faz mais bem, vocês merecem muito mais.

Bom, é isso, eu espero que vocês tenham gostado do nosso papo.

Até uma próxima,

Jade Goulart

 

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