17 de abril de 2012

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Espero que muito bem e saudáveis hahaha Eu posso dizer que estou passando por uma fase muito grande de saudosismo e resolvi há alguns dias atrás reler meu diário de – nada mais, nada menos – sete anos. Gente, vocês não estão entendendo o “mix” de sentimentos que estou tendo ao relembrar de tantas coisas, uma hora eu rio dos meus comentários que fiz lá em 2010 quando tinha 13 anos e outra, choro porque são tantos fatos passados – e minha eterna propensão ao drama.

Em 2012 – título autoexplicativo – eu escrevi um poema para um amigo – mas nunca mostrei, olhem isso – que era meu namorado e hoje eu reli e quis comartilhar com vocês, talvez mais para frente se achar outros poemas que goste repita também com as datas originais. Então é isso, espero que gostem!

” 17 de abril de 2012

Hoje eu gostaria de estar com minha caixa de lembranças, aquela em que guardo cartas suas que sempre têm a distância como um ponto em comum. Eu certamente me deliciaria em cada palavra, cada verso seu, em busca de algum tipo de conforto.

Queria ler em seu poema palavras que dizem que me ama e espera o adentrar da noite por mim. Queria quebrar o muro existente entre nós e descansar em seus braços, poder rir e sentir a melodia que seu sorriso tem, ficar imitando sua voz em tom sínico, receber e dar beijos carinhosos, descobrir verdades constrangedoras, tornar meu mundo em nosso.

Queria correr até cansar, cair no chão e ter você junto a mim, andar na chuva, fingir que todo lugar é uma praia ou até ter uma boa briga para no final ouvir o reconfortante “te amo” e deslizar em seu abraço.

Com toda a certeza existente dentro do meu corpo e alma quero poder te ter de volta, poder te ver e ouvir seu “oi” por entre as escadas, te abraçar e sentir o seu fungar que sempre me diz qual é o meu cheiro.

Enfim, quero seu cheiro, beijo, sorriso e implicância de volta, para depois ler outras cartas perdidas suas…Quero coisas que me faz/nos faz uma falta enorme.

Eu quero tudo e mais um pouco, quero você junto a mim, quero para sempre e por completo.

Só quero você do meu lado.”

Jade Goulart.

Amanda 

Amanda era assim: vistosa. Cabelo cacheado, coração de leão. Queria o mundo todo porque é no mundo que busca se achar, é reflexo da alma de marinheiro que grita por algo a mais.

Não tinha santo que a segurasse quando tomava uma decisão, não tinha amor, não tinha perigo, não tinha nada além do que desejava e suava, ia longe para conquistar.

A menina era 08 ou 80, alegria ou choro, verão ou inverno, rock ou blues, paraíso ou inferno; aí de quem pisasse em seu calo, a dor que provocava não era física, atingia logo o coração.

Mas em meus braços ela sorria, era puro, perfeito em seu momento. Amanda dançava em meu quarto e eu lutava para o tempo não passar.

Nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, poucas as aventureiras, mas todos têm uma e querem estar ao seu lado; meu coração se enche e a diaba sorri.

Carinho, era assim que me chamava, desistiu de “amor” por ser subestimado e dizia baixinho enquanto o tempo se esvaía “o meu todo é sempre teu”.

Um belo dia chegou em minha casa, o olhar sóbrio, o corpo sereno, me explicou de um jeito tranquilo que queria partir. Meu corpo travou, o coração em choque, era o mundo a chamando por mais, “vem comigo, carinho, me acompanha” e eu não podia, o peso da responsabilidade guiando meu não.

E ela me abraçou se unindo mais uma vez, querendo dissipar a distância, nos tornar um…”se desisto, me perco; se continuo, te perco”.

O mundo parou naquele segundo infinito “vai leoa e volta, que meu peito é teu lar e se aquece quando faz morada”.

No final, nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, indispostos a dizer adeus.

Jade Goulart

O que tiver que ser,será

“Você já percebeu que pessoas que não são felizes não conseguem fazer o outro feliz?”

Há uma trava nessa porta. Mentira seria se eu dissesse que não tentei destrancar, arrombar, achar a senha ou corromper o chaveiro para entrar. Mentira seria se eu dissesse que não foi o que mais quis por tanto tempo, tempo que não cabe em dedos, em números – ainda mais eu que desse assunto mal domino.

Mas meu bem, disso eu posso contar: enquanto crescia, sozinha, acompanhada dos outros ou de mim, eu escrevia e você não via, eu escrevi nos dias de sorriso, escrevi nos dias de choro, escrevi para me bastar e até para continuar com tudo. Escrevi como válvula de escape desse mundo, te inseri no meu e criei o nosso – e era lindo, na medida dos meus sonhos para nós.

Foi no plano das ideias que demos tão certo – onde circunstâncias não foram impostas, onde o amor nos bastou – e foi no plano real que tudo desandou – onde o “e se?” foi tão profundo que virou cicatriz aberta quando nos víamos.

Mas isso importa agora? Culpar o passado, desdobrar o presente e forçar algo que um dia já teve de tudo para acontecer mas agora não mais é. Eu que de boba, já vi todos os sinais, os meus próprios, só não aceitei e agora luto entre razão e emoção por sentimento que desconheço.

Em uma história vivida por dois, todos esperam que o final tenha um culpado, mas se não houver? Se o tempo só passou e agora dentro de mim só exista tanto carinho e o eterno “e se?” de quem não foi, da menina tão novinha que se apaixonou por alguém que julgava ser o amor?

Tanto achismo dá canseira. Eu meio que cansei. Também decidi dar um basta nessa ideia falha de querer estar tão certa sobre tudo para nunca me, te, nos magoar. O que tiver que ser, será.

Jade Goulart

A menina que tinha medo de pontos finais.

Eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus, doía em sua alma não querer mais ter algo que lhe fora tão bom, e em noites frias ela pedia para não ter mudado o suficiente para poder reviver seus momentos mais especiais. Ela fechava os olhos, sorrindo e sentia o gosto do que já passou: estrelas, beijos e carinho.

Mas agora ela estava em um canto da cidade, perdida em seus pensamentos, chorando. Por que ela mudou? Por que as coisas não são como antes? O sabor não é o mesmo e o conforto também? Por que em seus braços tudo parece indiscutivelmente errado e longe, recebendo seu silêncio, também?

Talvez essa menina só não saiba o que quer. Ela balança os pés, batuca os dedos com um tique antigo pela madeira da mesa, relembra com saudosismo os momentos que não quer apagar da memória, que estão se esvaindo por suas mãos, por seus pensamentos, com o tempo, e olha para aquele que um dia foi à inspiração para os seus sentimentos mais lindos.

Olha para a foto dele, presa em um eterno momento em que foi feliz, sem ela.

Dizem que a tristeza quando bate dá aos artistas as palavras e as vontades mais loucas, as inspirações mais belas, e para ela não seria diferente. Nunca é. Ele marcou sua vida de tantas formas, desde pequena e agora já adulta, e apesar de tudo, seguir sem sua companhia lhe parecia à coisa mais difícil a se fazer quando sempre acreditava que eles dois independente do tempo teriam uma solução. Uma resposta e encaixe.

Suas amigas diziam que quem tinha parado no tempo por suas eternas decepções era ele, mas ela sentia em seu coração que o “não dizer adeus” a prendia; em seu dicionário compartilhado todas as palavras poderiam ser usadas, menos essa, tão distante e definitiva.

“Querido Castor,

Você sempre reclamou das minhas palavras nunca ditas e agora veja uma porção delas: em um filme que vi há anos atrás, uma personagem disse para seu parceiro “eu te amo, mas não gosto mais de você”, eu não entendi em primeiro momento o que aquilo significava, afinal, como era possível amar sem gostar da pessoa? Mas hoje eu vejo que talvez esse seja o nosso caso.

Eu não posso dar certeza dos seus sentimentos, tampouco dos meus sempre movidos à vapor. As borboletas estão mais escassas, ninguém tem culpa, o tempo passou e as circunstâncias prevaleceram. A gente sempre volta tentando se apoiar no outro, mas agora, tudo parece confuso. Você acertou quando disse que eu era complexa e eu em saber que às vezes, mesmo me conhecendo tão bem, você não saiba me ler.

Você a ama e me quer do seu lado; eu te quero bem e meu coração fica acelerado só de ter você com o corpo junto ao meu, assim como o seu, mas odeio o jeito que me trata atualmente, sua falta de certeza ou a falta de palavras, e talvez esse só seja mais um aviso do destino falando que nós não somos para ser.

Nós sempre fechamos os olhos para não sentir essa partida, eu peço: feche os seus.”

Ela mordeu seus lábios, outro tique que adquiriu com o tempo, olhou para a folha borrada de tinta bem a sua frente, e desenhou flores na borda cogitando mandar ou não. Era só medo e confusão…

Suspirou e levantou de sua cadeira, amassou em uma bolinha e jogou para o alto, que o tempo viesse e a ensinasse tudo o que precisasse. E eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus.

Jade Goulart

Alerta inspiração: Laura Jade Stone

Alô, alô!

Há um tempo atrás, naqueles “bate e volta” que temos de um lugar para o outro, fiquei olhando algumas redes sociais e o Pinterest do Blog foi aí que de pin em pin acabei topando com a instablogger Laura Jade Stone e fiquei apaixonada pelos looks que ela usa – e vim compartilhar com vocês hahaha

O que eu mais gosto em seu estilo é a boa composição que ela faz com peças consideradas básicas, sempre concluindo com um acessório que dá um diferencial gritante no look, sem contar que, os batons que ela usa tiram o fôlego de qualquer uma, não é? Me derreto com suas escolhas hahaha

Sem mais delongas:

Todas as fotos foram retiradas do Pinterest

Cada roupa mais linda que a outra, não é? E tem mais inspirações da Laura lá na nossa pasta do Pinterest, dá uma conferida! O que vocês achara, usariam?

O insta dela é esse aqui! Até uma próxima,

Jade Goulart

Viva o presente

Depois de tantas decepções pude compreender que pouco importa o tempo que passamos com aquela pessoa, o número de ligações, as pessoas da família a quem fomos apresentadas, as vezes que viajamos ou saímos para comer aquele sanduba à noite. Notei que a reciprocidade, o esforço para estar perto, o carinho que é dado e é cultivado dia após dia, a sintonia, o respeito são ações que realmente importam, conquistam e tornam a pessoa merecedora para estar ao nosso lado.

Ao longo do tempo pude perceber que nada na vida acontece por acaso, perder o nosso companheiro deixa feridas que achamos que jamais irão cicatrizar, mas ao invés de ficarmos pessimistas, devemos parar de querer superar tão facilmente e correr atrás do nosso desenvolvimento pessoal. Às vezes, é mais válido aceitar do que superar, pois o que importa de fato não é o que fazem conosco, e sim como lidamos com a ação do outro, se ocorreu, é porque eu precisava aprender com aquilo, não é para nos derrubar, o tempo irá nos mostrar a razão.

Muitos sofrem por fome, deficiência, mortes, será que não é egoísmo demais da nossa parte parar a nossa vida para sofrer pelo término de um relacionamento? Quando você se sentir mal, quando tudo parecer dar errado, saia da situação e tente visualizar como observador, tenho certeza de que você vai parar de ser tão negativo, a vida não está te dando uma rasteira, ela só está tentando te fazer crescer porque nem sempre o que julgamos ser o melhor realmente é.

Nós não sabemos o dia de amanhã, hoje pode ser o nosso último dia, você quer vivê-lo reclamando do que não deu certo ou agradecendo pelo que tem? Sempre tem algo para piorar, tente ser mais positivo, aceite, ame, diga para a pessoa que você gosta o quanto a ama, olhe para seus pais e agradeça o que eles têm feito para promover a sua felicidade, olhe para aquele seu amigo que está passando por uma situação difícil e diga que tudo vai dar certo, pois tudo o que vem causando o mal, está vindo para algo melhor e é o que vai te dar forças para lidar com outra situação que pode ser ainda pior. Não queira viver o passado, viva o hoje e se torne uma pessoa melhor para que o seu futuro seja mais leve, afinal, somos responsáveis por tudo que cativamos.

Caroline David

Papo Sério: Relacionamento abusivo

Já é noite aqui e boa parte das minhas ideias estão embaralhadas, às vezes temos dias cheios, momentos desgastantes e só precisamos parar para respirar e assim, enxergar que tudo tem uma solução e saída para coisas muito melhores. Esse post era para ser dividido em dois: um sobre amizade e outro sobre amor, mas a verdade absoluta é que em relacionamentos os dois estão entrelaçados e são complementares.

Quem me conhece sabe que eu tive um relacionamento longo, de anos e mais tarde, alguns “encontros” com pessoas que me fizeram muito bem e outras que também me fizeram muito mal, todos especiais e indispensáveis para meu amadurecimento, todos contendo momentos incríveis e brigas – assim como qualquer outro casal. Na minha história eu não mudaria nada.

Quem me conhece também sabe que há pouco tempo atrás estava em um momento delicado, algumas coisas vieram para me machucar pelo simples propósito de me fazer crescer e como consequência acabei me reencontrando com pessoas e tendo o apoio emocional de outras, eu vi que amigos estão lá mesmo quando você pensa que mais ninguém vai estar, pelo menos, aqueles que querem seu bem de verdade.

E talvez agora eu inicie o tema que nunca soube ao certo como começar por ser ramificado em diversas experiências, delicado ao extremo e já peço desculpas por abordar de forma tão simplista: relacionamentos abusivos.

Antes de qualquer afirmação: nunca quem é abusado pede para tal coisa acontecer em sua vida, muitos deles adquirem traumas depois de passar por x situações e o melhor que nós fazemos é não naturalizar e ter empatia pelo próximo.

Violência física, psicológica, ameaças implícitas e explícitas são pontos constantes nesse tipo de relacionamento, a vítima se afasta da família, dos amigos e com o tempo deixa de se reconhecer como ser individual, não é fácil, não é “drama” e é nosso dever social auxiliar quem estiver passando por isso, até porque muitas das vezes este não se enxerga como vítima. 

Como podemos reconhecer quem está passando por isso?

  • Reclusão
  • Dependência emocional para com o parceiro
  • Instabilidade emocional assim como queda na autoestima
  • Sinais de violência – psicológica e/ou física
  • Defesa a ações indefensáveis
  • Outros

E se você está passando por isso, saiba que a culpa não é sua, que amor é construído pelo bem querer, pelo cuidado, e que de maneira nenhuma você merece qualquer tipo de tratamento em que tenha que se submeter a algo ou alguém. Se você no início do relacionamento era alguém feliz e hoje sente que “murchou” e tem medo de expressar o que sente para seu parceiro, converse com alguém próximo.

Nós queremos o seu bem. Ninguém que te ame vai te tratar como as maneiras listadas acima, pense nisso.

Jade Goulart