Eu acredito…em mim!

Nunca foi boa nas seguintes coisas: localização geográfica, controle das horas, não transparecer seus sentimentos e parar de escrever. Vez ou outra até conseguia realizar todos esses feitos ao mesmo tempo, escrevia qualquer nota em seu celular ou fazia listas de coisas que gostaria de fazer/ter/realizar, não prestava atenção no caminho, sempre tropeçando em alguém e assim, fazia suas caretas intermináveis, terminando por perder a hora marcada.

Era doce e tantas vezes colocava o sentimento de quem tinha carinho em primeiro lugar, cresceu no meio de livros, desenhos, histórias e magia – de lugares, de coisas e de pessoas – e seguia sua rotina feliz com o que viesse – tudo que era para ser teria sua hora.

Foi assim que em um dia, sem perceber, um vendaval a atingiu. Era tempo de mudança, tempo de se reescrever; as circunstâncias queriam assim e assim seria. Foi então que a época mais tortuosa da sua vida começou e também a sua melhor.

Vejam só, “quem caí sete vezes, levanta oito”, e ela cresceu a ponto de se tornar maior que seus sonhos, cresceu a ponto de querer o mundo e ser filha dele mesmo. Decidiu se aventurar mais, mergulhar na realidade da vida e na fantasia de seus contos, se apaixonar – por si e pelos outros – e desfazer dessa ideia boba de colocar sentimentos alheios acima dos seus.

Ela tinha alma de artista, era e é uma arte por si só. Quando queria lutava para conquistar e se iluminava mesmo com o que se pusesse em sua frente, tudo é aprendizado, vejam, ela merecia o mundo e conquistaria ele, como deve ser e será.

Jade Goulart

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Resenha: “O mínimo para viver” [SPOILER]

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Eu espero que muito bem e saudáveis! hahaha No dia 14 a Netflix estreou o filme “O mínimo para viver” ou “To the bone” que tem como foco principal a trajetória da Ellen, personagem da atriz Lily Collins, enfrentando a anorexia. Logo no início a vemos fazendo parte de um grupo de reabilitação onde uma das garotas critica o ideal de perfeição feminina que é vendido pelas lojas para meninas/mulheres e a protagonista ridiculariza esse discurso por não querer estar lá.

Durante o percorrer da trama a personagem é internada em uma casa com outros adolescentes tanto com anorexia quanto bulimia e é transmitido a falta de ambiente familiar estável em que ela cresceu, a falta de entendimento que sua irmã tem sobre o assunto em suas repetições de “é só comer” e a ausência de seu pai que em nenhum momento aparece no filme.

Ou seja, é reforçada a ideia de desequilíbrio tanto interno quanto externo a todo momento, principalmente quando mencionam a morte de uma seguidora do seu Tumblr em que era compartilhado seus desenhos sobre a doença.

Durante o período de internação vemos adolescentes em diferentes níveis, porém todo o enredo é passado de forma superficial e rápida, a doença não é tratada com a seriedade que realmente possuí, nós temos a impressão que essas mesmas pessoas estão bem ainda que doentes e logo no final, ela decide depois de um sonho que não quer mais continuar anoréxica, sem contar que não sabemos o destino de seus colegas.

O filme não é de um todo ruim, é comercial, eu fiquei desapontada pela falta de profundidade que os personagens foram tratados, assim como, vários temas de importância que poderiam ser abordados mas não foram. Eu daria 5.5 para ele porque o elenco é maravilhoso e querendo ou não, são poucas tramas que se “aventuram” em temas tão atuais e importantes.

Bom, é isso. Vocês já viram o filme? O que acharam? Comentem aqui.

Até uma próxima,

Jade Goulart

 

 

O que eu espero desse mês

Alô, alô!

Como vocês estão? Início do ano eu ensinei por aqui a fazer o Bullet Journal e se bem me lembro, logo no começo do processo uma das principais coisas que deveriam ser feitas era “você” ser sincero com o que esperava da agenda e de suas metas para esses 365 dias, e bem, eu esperava ser mais organizada na faculdade hahaha – tentei, gente

Mas conforme o tempo foi passando muitas coisas foram acontecendo, algumas eu compartilhei pelo blog com vocês e outras guardei para o meu crescimento pessoal, mas hoje, depois de tantas metas sendo realizadas e outras que ainda pretendo realizar, vendo tudo o que passei nesses meses – principalmente depois de maio – percebi que agora estou em uma fase de mudanças.

É engraçado ver como mudamos em tão pouco tempo, o mundo joga tantas informações a todo instante que fica impossível se tornar impassível ao que está acontecendo e nesse vai e vem de momentos eu decidi : hora de se transformar. Então aqui estou eu fazendo uma lista de coisas que quero realizar tanto para o meu interior quanto exterior – até dezembro #foconameta hahaha

  • Aprender a cozinhar 

Há tempos que fiz com a minha mãe o delicioso bolinho de chuva , a verdade é que sempre gostei de fazer doces na cozinha, então nunca foquei nos pratos salgados, mas fala sério, mesmo que o tempo seja super corrido pelo trabalho + faculdade a sensação de felicidade depois da comidinha pronta é indescritível, né? Aguardem que em breve haverá receitinhas aqui como prova que consegui aprender a cozinhar hahaha

  • Decoração em casa

É bem difícil entrar no Pinterest e não se inspirar, e já tem tempo que queria mudar o ambiente que me rodeia – talvez aconteça agora ou mais para frente – mas o que vem me prendendo ultimamente são os tons leves e as plantinhas. Vejam minha pastinha que tá sucesso!

  • Pintar o cabelo

Tirei meus piercings e fiz uma tatuagem, agora tô doida para pintar meus cachos de uma cor sóbria para essa nova fase e quem sabe fazer um corte moderninho – tô de olho no chanel. Eu já escrevi sobre aqui: cor nos cachos e corte para cachos.

  • Comprar roupas noventinha 

Também aceito presentes hahahaha

  • Juntar dinheiro para uma viagem 

No meu Instagram o que mais sigo são mochileiros, tenho uma lista de lugares para conhecer espalhados por esse mundão, o que vocês acham de um post especial indicando os instas e falando um pouco sobre cada país? Falem para mim ❤

  • Me tornar uma pessoa cada vez melhor

Aí, aí, gente, é isso, o que vocês acharam? Bem capaz que aumente minha lista com alguns desejos como aprender uma nova língua, começar um estágio legal na área de bacharel, comprar novos livros clássicos, ver filmes e documentários bons e talvez conhecer aquela pessoa hahaha Vocês têm alguma vontade para esse ano?

Até uma próxima,

Jade Goulart

17 de abril de 2012

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Espero que muito bem e saudáveis hahaha Eu posso dizer que estou passando por uma fase muito grande de saudosismo e resolvi há alguns dias atrás reler meu diário de – nada mais, nada menos – sete anos. Gente, vocês não estão entendendo o “mix” de sentimentos que estou tendo ao relembrar de tantas coisas, uma hora eu rio dos meus comentários que fiz lá em 2010 quando tinha 13 anos e outra, choro porque são tantos fatos passados – e minha eterna propensão ao drama.

Em 2012 – título autoexplicativo – eu escrevi um poema para um amigo – mas nunca mostrei, olhem isso – que era meu namorado e hoje eu reli e quis comartilhar com vocês, talvez mais para frente se achar outros poemas que goste repita também com as datas originais. Então é isso, espero que gostem!

” 17 de abril de 2012

Hoje eu gostaria de estar com minha caixa de lembranças, aquela em que guardo cartas suas que sempre têm a distância como um ponto em comum. Eu certamente me deliciaria em cada palavra, cada verso seu, em busca de algum tipo de conforto.

Queria ler em seu poema palavras que dizem que me ama e espera o adentrar da noite por mim. Queria quebrar o muro existente entre nós e descansar em seus braços, poder rir e sentir a melodia que seu sorriso tem, ficar imitando sua voz em tom sínico, receber e dar beijos carinhosos, descobrir verdades constrangedoras, tornar meu mundo em nosso.

Queria correr até cansar, cair no chão e ter você junto a mim, andar na chuva, fingir que todo lugar é uma praia ou até ter uma boa briga para no final ouvir o reconfortante “te amo” e deslizar em seu abraço.

Com toda a certeza existente dentro do meu corpo e alma quero poder te ter de volta, poder te ver e ouvir seu “oi” por entre as escadas, te abraçar e sentir o seu fungar que sempre me diz qual é o meu cheiro.

Enfim, quero seu cheiro, beijo, sorriso e implicância de volta, para depois ler outras cartas perdidas suas…Quero coisas que me faz/nos faz uma falta enorme.

Eu quero tudo e mais um pouco, quero você junto a mim, quero para sempre e por completo.

Só quero você do meu lado.”

Jade Goulart.

Amanda 

Amanda era assim: vistosa. Cabelo cacheado, coração de leão. Queria o mundo todo porque é no mundo que busca se achar, é reflexo da alma de marinheiro que grita por algo a mais.

Não tinha santo que a segurasse quando tomava uma decisão, não tinha amor, não tinha perigo, não tinha nada além do que desejava e suava, ia longe para conquistar.

A menina era 08 ou 80, alegria ou choro, verão ou inverno, rock ou blues, paraíso ou inferno; aí de quem pisasse em seu calo, a dor que provocava não era física, atingia logo o coração.

Mas em meus braços ela sorria, era puro, perfeito em seu momento. Amanda dançava em meu quarto e eu lutava para o tempo não passar.

Nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, poucas as aventureiras, mas todos têm uma e querem estar ao seu lado; meu coração se enche e a diaba sorri.

Carinho, era assim que me chamava, desistiu de “amor” por ser subestimado e dizia baixinho enquanto o tempo se esvaía “o meu todo é sempre teu”.

Um belo dia chegou em minha casa, o olhar sóbrio, o corpo sereno, me explicou de um jeito tranquilo que queria partir. Meu corpo travou, o coração em choque, era o mundo a chamando por mais, “vem comigo, carinho, me acompanha” e eu não podia, o peso da responsabilidade guiando meu não.

E ela me abraçou se unindo mais uma vez, querendo dissipar a distância, nos tornar um…”se desisto, me perco; se continuo, te perco”.

O mundo parou naquele segundo infinito “vai leoa e volta, que meu peito é teu lar e se aquece quando faz morada”.

No final, nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, indispostos a dizer adeus.

Jade Goulart

ENEM, faculdade e minhas experiências

Alô, alô!

Como vocês estão, minha gente linda? Então, esse é um assunto que até agora não me pronunciei mas a minha colega @caroldavd deu um espetáculo com as suas experiências universitárias e aqui estou eu para falar sobre as minhas.

Quando fiz o ENEM em 2015 fiquei dividida entre veterinária e letras, quem passou por essa fase ou está passando sabe que surgem muitas dúvidas na nossa cabeça e são poucos os casos que a pessoa tem certeza sobre qual profissão seguir, então no final do ano eu optei por letras-literaturas na UFRJ e vi que o curso tinha tudo o que eu sempre quis.

Foi difícil porque eu moro em Maricá e a faculdade está no Fundão – no Rio – e pelo meu horário ser matutino, eu acordava – e ainda acordo – muito cedo para chegar às 07:30 no horário, quem estuda ou trabalha em cidades diferentes e principalmente depende de transporte público para se locomover sabe o quanto é cansativo essa “jornada” – ainda mais com o bate e volta diário hahaha

E logo no terceiro período eu quis ter como primeira experiência um estágio como mediadora de um menino autista, ainda hoje eu estou nesse trabalho que só me acrescenta como pessoa e também profissionalmente, mas não é fácil, por ser de tarde são poucas as horas que eu estudo por não ter uma moradia tão próxima assim.

Mas eu não me arrependo das minhas escolhas, o curso, a faculdade e o meu estágio me dão uma noção do quanto é satisfatório e lindo a profissão que eu carrego e sobretudo a importância que um professor tem na vida de cada aluno e o aprendizado que os mesmos com tão pouca idade podem transmitir.

Então, para os que estão começando ou passaram/passam por uma situação parecida comigo eu espero que tenham o melhor do que a vida universitária pode proporcionar, eu sei que é difícil e às vezes a batida fica tão pesada que dá vontade de desistir mas nós somos mais fortes.

E para os que estão querendo uma cadeira que a faculdade seja distante como a minha: calma, não se assustem, como eu disse é muito bom e satisfatório se encaixar naquilo que te faz feliz, as obrigações são o mínimo e a vivência é muito grande, é um outro universo e se vocês souberem aproveitar, sairão pessoas com uma bagagem maravilhosa por haver uma miscigenação de ideias nesse ambiente.

Então é isso, gente, eu espero que vocês tenham gostado e qualquer coisa comentem aqui embaixo que eu adoro responder vocês hahaha

Até uma próxima,

Jade Goulart

O que tiver que ser,será

“Você já percebeu que pessoas que não são felizes não conseguem fazer o outro feliz?”

Há uma trava nessa porta. Mentira seria se eu dissesse que não tentei destrancar, arrombar, achar a senha ou corromper o chaveiro para entrar. Mentira seria se eu dissesse que não foi o que mais quis por tanto tempo, tempo que não cabe em dedos, em números – ainda mais eu que desse assunto mal domino.

Mas meu bem, disso eu posso contar: enquanto crescia, sozinha, acompanhada dos outros ou de mim, eu escrevia e você não via, eu escrevi nos dias de sorriso, escrevi nos dias de choro, escrevi para me bastar e até para continuar com tudo. Escrevi como válvula de escape desse mundo, te inseri no meu e criei o nosso – e era lindo, na medida dos meus sonhos para nós.

Foi no plano das ideias que demos tão certo – onde circunstâncias não foram impostas, onde o amor nos bastou – e foi no plano real que tudo desandou – onde o “e se?” foi tão profundo que virou cicatriz aberta quando nos víamos.

Mas isso importa agora? Culpar o passado, desdobrar o presente e forçar algo que um dia já teve de tudo para acontecer mas agora não mais é. Eu que de boba, já vi todos os sinais, os meus próprios, só não aceitei e agora luto entre razão e emoção por sentimento que desconheço.

Em uma história vivida por dois, todos esperam que o final tenha um culpado, mas se não houver? Se o tempo só passou e agora dentro de mim só exista tanto carinho e o eterno “e se?” de quem não foi, da menina tão novinha que se apaixonou por alguém que julgava ser o amor?

Tanto achismo dá canseira. Eu meio que cansei. Também decidi dar um basta nessa ideia falha de querer estar tão certa sobre tudo para nunca me, te, nos magoar. O que tiver que ser, será.

Jade Goulart

Aerosmith, roupas, 90s e nossa volta

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Aqui estou eu em pleno final de período e início de férias para bombardear vocês de novidades com tudo o que aconteceu em maio e também junho! Eu e Carol não tivemos moleza e foi um sacrifício ficar tanto tempo fora do ar, sentimos muita falta do blog e decidimos que agora com esse respiro vamos compensar e passar para vocês o melhor que nossa família guardou nesses meses hahaha

Quem nos acompanha desde o início sabe que eu tenho um abismo por tudo o que se refere aos anos 90, mas de uns tempos pra cá senti uma necessidade maior de me expressar por forma das minhas roupas – antes mais puxadas para o lado romântico e hoje com uma pegada mais largadinha – e me baseei na trilogia do Aerosmith com a Alicia Silverstone e Liv Tyler – Crying, Amazing e Crazy – que são maravilhosas, e gente, usam cada roupa nesses clipes que só babando mesmo.

Então resolvi dividir esse post em dois temas: roupas íntimas e as normais mesmo hahaha E já adianto que todas as fotos foram retiradas do Pinterest e são usadas aqui como inspiração, espero que vocês gostem tanto quanto eu!

  • As normais

Fato é que mudei meu estilo sempre tão romântico, e como disse mais acima desviei do super produzido e fui direto para o casual com acessórios, o que mais gosto de usar são os jeans+jeans, jaquetas, botas, camisetas com estampa lisa e também as ciganinhas – que para ser bem sincera, não sei se são dos anos 90, mas uso hahaha – all star – que é difícil de sair do meu pé – cropped e peças “destroyed”. Tenho que admitir que ainda sou adepta aos vestidos principalmente no calor, mas hoje opto mais por modelos que concentram informação na costura do que em estampa.

 

  • Íntimas

Outro fato dessa vida é que tenho seios pequenos e até os 18 amava sutiãs com bojo mas achava desconfortável, acho que nunca sabia ao certo qual escolher e sempre comprava apertados ou largos com raras exceções, mas foi aos 20 com a volta da renda que decidi dar uma chance para os sem enchimento e depois disso migrei completamente hahaha Além de serem lindos, ficam super confortáveis no corpo.

E de quebra, dá uma ótima composição com peças com decote cavado sem ficar vulgar. Tudo de bom, né?

Bom, é isso, espero que vocês tenham gostado do meu estilo e das fotos também, me falem o que acharam, se curtem Aerosmith como eu, se têm crush pesado nelas hahahaha, e o que mais quiserem! É ótimo estar de volta!

Até uma próxima,

Jade Goulart.

A menina que tinha medo de pontos finais.

Eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus, doía em sua alma não querer mais ter algo que lhe fora tão bom, e em noites frias ela pedia para não ter mudado o suficiente para poder reviver seus momentos mais especiais. Ela fechava os olhos, sorrindo e sentia o gosto do que já passou: estrelas, beijos e carinho.

Mas agora ela estava em um canto da cidade, perdida em seus pensamentos, chorando. Por que ela mudou? Por que as coisas não são como antes? O sabor não é o mesmo e o conforto também? Por que em seus braços tudo parece indiscutivelmente errado e longe, recebendo seu silêncio, também?

Talvez essa menina só não saiba o que quer. Ela balança os pés, batuca os dedos com um tique antigo pela madeira da mesa, relembra com saudosismo os momentos que não quer apagar da memória, que estão se esvaindo por suas mãos, por seus pensamentos, com o tempo, e olha para aquele que um dia foi à inspiração para os seus sentimentos mais lindos.

Olha para a foto dele, presa em um eterno momento em que foi feliz, sem ela.

Dizem que a tristeza quando bate dá aos artistas as palavras e as vontades mais loucas, as inspirações mais belas, e para ela não seria diferente. Nunca é. Ele marcou sua vida de tantas formas, desde pequena e agora já adulta, e apesar de tudo, seguir sem sua companhia lhe parecia à coisa mais difícil a se fazer quando sempre acreditava que eles dois independente do tempo teriam uma solução. Uma resposta e encaixe.

Suas amigas diziam que quem tinha parado no tempo por suas eternas decepções era ele, mas ela sentia em seu coração que o “não dizer adeus” a prendia; em seu dicionário compartilhado todas as palavras poderiam ser usadas, menos essa, tão distante e definitiva.

“Querido Castor,

Você sempre reclamou das minhas palavras nunca ditas e agora veja uma porção delas: em um filme que vi há anos atrás, uma personagem disse para seu parceiro “eu te amo, mas não gosto mais de você”, eu não entendi em primeiro momento o que aquilo significava, afinal, como era possível amar sem gostar da pessoa? Mas hoje eu vejo que talvez esse seja o nosso caso.

Eu não posso dar certeza dos seus sentimentos, tampouco dos meus sempre movidos à vapor. As borboletas estão mais escassas, ninguém tem culpa, o tempo passou e as circunstâncias prevaleceram. A gente sempre volta tentando se apoiar no outro, mas agora, tudo parece confuso. Você acertou quando disse que eu era complexa e eu em saber que às vezes, mesmo me conhecendo tão bem, você não saiba me ler.

Você a ama e me quer do seu lado; eu te quero bem e meu coração fica acelerado só de ter você com o corpo junto ao meu, assim como o seu, mas odeio o jeito que me trata atualmente, sua falta de certeza ou a falta de palavras, e talvez esse só seja mais um aviso do destino falando que nós não somos para ser.

Nós sempre fechamos os olhos para não sentir essa partida, eu peço: feche os seus.”

Ela mordeu seus lábios, outro tique que adquiriu com o tempo, olhou para a folha borrada de tinta bem a sua frente, e desenhou flores na borda cogitando mandar ou não. Era só medo e confusão…

Suspirou e levantou de sua cadeira, amassou em uma bolinha e jogou para o alto, que o tempo viesse e a ensinasse tudo o que precisasse. E eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus.

Jade Goulart

Maio, tatuagens e dermografismo.

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Uma das coisas que fiz esse mês foi a tão sonhada tatuagem, vocês lembram que bem lá no iníciozinho do blog eu fiz um post sobre isso (aqui)? Já tem um tempinho que queria escrever sobre a minha experiência mas como já comentado – infelizmente – as coisas estão meio corridas e só consegui “parar” agora.

Eu sempre sonhei e passei por diversas fases com relação a esse assunto, de borboletas, tribais, totens, tudo mesmo, até parar nos girassóis e alguns desenhos que mais para frente terei o prazer de compartilhar por aqui, mas eu tinha um impedimento: minha pele sempre foi muito sensível, só quando atingi a maioridade busquei a fundo e soube que tinha (ainda tenho) dermografismo. E o que é isso?

“O dermografismo é um tipo de alergia na pele, bastante comum na população, caracterizada pelo inchaço, coceira e aparecimento de riscos vermelhos com relevo na pele. Sempre que há alguma pressão na pele, com unha ou caneta, por exemplo.”  Fonte: Tua Saúde

O meu é leve, os “inchaços” vem e passam bem rápido, em questão de minutos, e diferente de quem tem em um nível maior, não coça, mas é bastante importante ir em um dermatologista para saber se é recomendável ou não fazer a tatuagem. Quando eu fui, o meu passou alguns remédios, a pomada ideal para a minha pele, e disse que tem tratamento especializado caso eu queira acabar com os inchacinhos na minha vida, valeu à pena, saí satisfeita hahaha Um beijo dermo lindo!

A intenção inicial foi fazer um desenho próprio, mas de tanto buscar no Pinterest achei um de uma tatuadora que não me deixou escolhas, lembro bem que na época fiquei bastante dividida, mas optei por esse e não me arrependo em nada, talvez mais para frente, com algumas bagatelas a mais eu faça o meu hahaha

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Eu fiz em um estúdio perto do meu trabalho, mesmo desenho e área, e saiu 150 golpinhos, foi bem barato porque (para a minha sorte) eles estavam fazendo aniversário e uma promoção ma-ra-vi-lho-sa!  Na hora doeu e minha pele reagiu, ficou em relevo por alguns dias (é gente, quem tem dermografismo sofre com esse mal) mas depois passou e ficou como qualquer outra tatuagem, descascou e coçou mas agora tá em perfeito estado.

18555894_1141014526010559_7837184141754117324_nNo gramado da UFRJ toda feliz.

Eu espero fazer mais algumas daqui em diante, sou apaixonada de carteirinha e por mim, meu corpo seria todo desenhado hahaha Bom, espero que vocês tenham gostado do post assim como eu! Vocês já fizeram alguma tatuagem ou têm vontade?

Até uma próxima,

Jade Goulart

Papo Sério: o medo da ex. 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, tem um tempo que não escrevo e principalmente por isso quero pedir desculpas antes de começar com o texto de hoje, eu e a Carol estamos bastante atarefadas e por isso não conseguimos manter o ritmo e produzir conteúdos novos. Maio trouxe tantas experiências para nós duas que certamente quando voltarmos junto com a calmaria de posts diários, tudo vai dar bastante certo! Até lá pedimos que não desistam da gente! hahaha ❤️

Assunto pesado para início de conversa, não é? Não é a primeira vez que penso em abordar esse tema e talvez seja usado em mais textos: a raiva que temos de atuais e/ou ex dos (as) nossos (as) ex e/ou atuais se naturalizou e hoje espalhamos ódio gratuito imperceptivelmente.

Tornou-se comum, e vou usar casos de relacionamentos entre homens e mulheres, a atual não gostar da ex e vice-versa, mesmo não conhecendo a pessoa ou sabendo a verdade que ela possuí; Está tão incutido no nosso subconsciente que somente quando questionados nós (talvez) vemos que estamos cometendo uma injustiça ou piorando uma situação.

Quando uma ou mais mulheres não seguem o padrão transformam-se em capa de revistas, como o caso da atriz que tirou uma foto e as duas ex esposas de seu marido a curtiram. E isso deveria ser considerado um absurdo, porque nós não podemos ceder a um tipo de sistema tão cruel com o próximo e ainda assim, ajudar a perpetuar.

O mais difícil é sair desse ciclo, seria hipocrisia minha não admitir que quando mais nova não falei mal das exs de quem pertencia a minha vida naquele momento, e parte disso é gerado por uma insegurança de ser trocado, mas por graça ou desgraça, essa mesma pessoa tem um gosto parecido com o meu e viveu momentos que ajudaram no amadurecimento pessoal de quem eu estava, assim como, eu também vivi – o que é normal, todos, sem exceção, têm um passado.

Então, para quê, ver só um lado? Talvez desmerecer uma pessoa por histórias que ela, na maioria dos casos, não pode confirmar por medo ou insegurança ou ciúmes?

Nós como sociedade estamos tão acostumados a pôr a culpa e responsabilidade em cima das mulheres que muitas vezes, viramos uma contra a outra, sem necessidade.

Bom, hoje eu só quis levar um papo com vocês e tentar chamar atenção a uma coisa que prejudica e muito nossas relações sociais, espero que tenham gostado e comentem, por favor, se vocês concordam ou têm alguma divergência.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Papo Sério: Gorda

Alô, alô!

Ontem de noite, depois de fazer um pouco de exercício, resolvi pesquisar a palavra “gorda”. Fiz isso porque há um tempo, coisa não muito distante, minha relação com meu próprio corpo não era uma das melhores e não sei, acho que queria ver resultados de meninas com peso x mostrando como é se amar. Mas não vi.

O que eu vi me deu tristeza, quando você procura por “gorda” no Tumblr vê uma ou outra mensagem de meninas se empoderando enquanto o restante são queixas. Eu senti muita falta de meninas que passaram por situações parecidas com a que eu passei e que hoje servem de exemplo para outras.

Mas pelo que você passou? Passei por uma fase da minha vida em que eu me sentia insuficiente por não gostar de quem eu era, começou com meu corpo, o ganho de uns quilinhos a mais, depois foi para o meu cabelo, naturalmente enrolado, e quando dei por mim, não existia mais confiança e eu tinha vergonha de me achar bonita, ver qualidades em quem eu era, até sair de casa.

E para o que veio depois, para o que eu me tornei, para o que eu sou agora, não tem fórmula secreta, não tem esquema ou passo a passo, cada pessoa acaba achando seu amor próprio em coisas que trazem satisfação pessoal e comigo, foi quando eu comecei a caminhar e entrei na faculdade. Mas para outras pessoas pode ser pintar, escrever, fazer uma luta, conversar, enfim, um infinito de possibilidades.

Eu gosto de pensar que para cada situação sempre existe um recomeço, um novo ponto de partida. Mas afinal, ser gorda é ruim? Um dia vi uma youtuber fazendo essa mesma pergunta e a resposta é transparente: não, não é quando se tem saúde. Hoje em dia mesmo ganhando alguns quilos e com mais curvas eu me sinto autossuficiente para sair do jeito que eu bem entender; gostar de si é consequência de uma história que tem de tudo para ser linda.

Além do quê, gorda é um adjetivo, assim como magra. Um adjetivo não define um complexo que compõe uma pessoa e se é para definir que sejam por adjetivos como inteligente, engraçado, carismático, altruísta, gentil, amável, o que melhor se encaixar.

Até uma próxima,

Jade Goulart