Eu acredito…em mim!

Nunca foi boa nas seguintes coisas: localização geográfica, controle das horas, não transparecer seus sentimentos e parar de escrever. Vez ou outra até conseguia realizar todos esses feitos ao mesmo tempo, escrevia qualquer nota em seu celular ou fazia listas de coisas que gostaria de fazer/ter/realizar, não prestava atenção no caminho, sempre tropeçando em alguém e assim, fazia suas caretas intermináveis, terminando por perder a hora marcada.

Era doce e tantas vezes colocava o sentimento de quem tinha carinho em primeiro lugar, cresceu no meio de livros, desenhos, histórias e magia – de lugares, de coisas e de pessoas – e seguia sua rotina feliz com o que viesse – tudo que era para ser teria sua hora.

Foi assim que em um dia, sem perceber, um vendaval a atingiu. Era tempo de mudança, tempo de se reescrever; as circunstâncias queriam assim e assim seria. Foi então que a época mais tortuosa da sua vida começou e também a sua melhor.

Vejam só, “quem caí sete vezes, levanta oito”, e ela cresceu a ponto de se tornar maior que seus sonhos, cresceu a ponto de querer o mundo e ser filha dele mesmo. Decidiu se aventurar mais, mergulhar na realidade da vida e na fantasia de seus contos, se apaixonar – por si e pelos outros – e desfazer dessa ideia boba de colocar sentimentos alheios acima dos seus.

Ela tinha alma de artista, era e é uma arte por si só. Quando queria lutava para conquistar e se iluminava mesmo com o que se pusesse em sua frente, tudo é aprendizado, vejam, ela merecia o mundo e conquistaria ele, como deve ser e será.

Jade Goulart

Resenha: “O mínimo para viver” [SPOILER]

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Eu espero que muito bem e saudáveis! hahaha No dia 14 a Netflix estreou o filme “O mínimo para viver” ou “To the bone” que tem como foco principal a trajetória da Ellen, personagem da atriz Lily Collins, enfrentando a anorexia. Logo no início a vemos fazendo parte de um grupo de reabilitação onde uma das garotas critica o ideal de perfeição feminina que é vendido pelas lojas para meninas/mulheres e a protagonista ridiculariza esse discurso por não querer estar lá.

Durante o percorrer da trama a personagem é internada em uma casa com outros adolescentes tanto com anorexia quanto bulimia e é transmitido a falta de ambiente familiar estável em que ela cresceu, a falta de entendimento que sua irmã tem sobre o assunto em suas repetições de “é só comer” e a ausência de seu pai que em nenhum momento aparece no filme.

Ou seja, é reforçada a ideia de desequilíbrio tanto interno quanto externo a todo momento, principalmente quando mencionam a morte de uma seguidora do seu Tumblr em que era compartilhado seus desenhos sobre a doença.

Durante o período de internação vemos adolescentes em diferentes níveis, porém todo o enredo é passado de forma superficial e rápida, a doença não é tratada com a seriedade que realmente possuí, nós temos a impressão que essas mesmas pessoas estão bem ainda que doentes e logo no final, ela decide depois de um sonho que não quer mais continuar anoréxica, sem contar que não sabemos o destino de seus colegas.

O filme não é de um todo ruim, é comercial, eu fiquei desapontada pela falta de profundidade que os personagens foram tratados, assim como, vários temas de importância que poderiam ser abordados mas não foram. Eu daria 5.5 para ele porque o elenco é maravilhoso e querendo ou não, são poucas tramas que se “aventuram” em temas tão atuais e importantes.

Bom, é isso. Vocês já viram o filme? O que acharam? Comentem aqui.

Até uma próxima,

Jade Goulart

 

 

O que eu espero desse mês

Alô, alô!

Como vocês estão? Início do ano eu ensinei por aqui a fazer o Bullet Journal e se bem me lembro, logo no começo do processo uma das principais coisas que deveriam ser feitas era “você” ser sincero com o que esperava da agenda e de suas metas para esses 365 dias, e bem, eu esperava ser mais organizada na faculdade hahaha – tentei, gente

Mas conforme o tempo foi passando muitas coisas foram acontecendo, algumas eu compartilhei pelo blog com vocês e outras guardei para o meu crescimento pessoal, mas hoje, depois de tantas metas sendo realizadas e outras que ainda pretendo realizar, vendo tudo o que passei nesses meses – principalmente depois de maio – percebi que agora estou em uma fase de mudanças.

É engraçado ver como mudamos em tão pouco tempo, o mundo joga tantas informações a todo instante que fica impossível se tornar impassível ao que está acontecendo e nesse vai e vem de momentos eu decidi : hora de se transformar. Então aqui estou eu fazendo uma lista de coisas que quero realizar tanto para o meu interior quanto exterior – até dezembro #foconameta hahaha

  • Aprender a cozinhar 

Há tempos que fiz com a minha mãe o delicioso bolinho de chuva , a verdade é que sempre gostei de fazer doces na cozinha, então nunca foquei nos pratos salgados, mas fala sério, mesmo que o tempo seja super corrido pelo trabalho + faculdade a sensação de felicidade depois da comidinha pronta é indescritível, né? Aguardem que em breve haverá receitinhas aqui como prova que consegui aprender a cozinhar hahaha

  • Decoração em casa

É bem difícil entrar no Pinterest e não se inspirar, e já tem tempo que queria mudar o ambiente que me rodeia – talvez aconteça agora ou mais para frente – mas o que vem me prendendo ultimamente são os tons leves e as plantinhas. Vejam minha pastinha que tá sucesso!

  • Pintar o cabelo

Tirei meus piercings e fiz uma tatuagem, agora tô doida para pintar meus cachos de uma cor sóbria para essa nova fase e quem sabe fazer um corte moderninho – tô de olho no chanel. Eu já escrevi sobre aqui: cor nos cachos e corte para cachos.

  • Comprar roupas noventinha 

Também aceito presentes hahahaha

  • Juntar dinheiro para uma viagem 

No meu Instagram o que mais sigo são mochileiros, tenho uma lista de lugares para conhecer espalhados por esse mundão, o que vocês acham de um post especial indicando os instas e falando um pouco sobre cada país? Falem para mim ❤

  • Me tornar uma pessoa cada vez melhor

Aí, aí, gente, é isso, o que vocês acharam? Bem capaz que aumente minha lista com alguns desejos como aprender uma nova língua, começar um estágio legal na área de bacharel, comprar novos livros clássicos, ver filmes e documentários bons e talvez conhecer aquela pessoa hahaha Vocês têm alguma vontade para esse ano?

Até uma próxima,

Jade Goulart

17 de abril de 2012

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Espero que muito bem e saudáveis hahaha Eu posso dizer que estou passando por uma fase muito grande de saudosismo e resolvi há alguns dias atrás reler meu diário de – nada mais, nada menos – sete anos. Gente, vocês não estão entendendo o “mix” de sentimentos que estou tendo ao relembrar de tantas coisas, uma hora eu rio dos meus comentários que fiz lá em 2010 quando tinha 13 anos e outra, choro porque são tantos fatos passados – e minha eterna propensão ao drama.

Em 2012 – título autoexplicativo – eu escrevi um poema para um amigo – mas nunca mostrei, olhem isso – que era meu namorado e hoje eu reli e quis comartilhar com vocês, talvez mais para frente se achar outros poemas que goste repita também com as datas originais. Então é isso, espero que gostem!

” 17 de abril de 2012

Hoje eu gostaria de estar com minha caixa de lembranças, aquela em que guardo cartas suas que sempre têm a distância como um ponto em comum. Eu certamente me deliciaria em cada palavra, cada verso seu, em busca de algum tipo de conforto.

Queria ler em seu poema palavras que dizem que me ama e espera o adentrar da noite por mim. Queria quebrar o muro existente entre nós e descansar em seus braços, poder rir e sentir a melodia que seu sorriso tem, ficar imitando sua voz em tom sínico, receber e dar beijos carinhosos, descobrir verdades constrangedoras, tornar meu mundo em nosso.

Queria correr até cansar, cair no chão e ter você junto a mim, andar na chuva, fingir que todo lugar é uma praia ou até ter uma boa briga para no final ouvir o reconfortante “te amo” e deslizar em seu abraço.

Com toda a certeza existente dentro do meu corpo e alma quero poder te ter de volta, poder te ver e ouvir seu “oi” por entre as escadas, te abraçar e sentir o seu fungar que sempre me diz qual é o meu cheiro.

Enfim, quero seu cheiro, beijo, sorriso e implicância de volta, para depois ler outras cartas perdidas suas…Quero coisas que me faz/nos faz uma falta enorme.

Eu quero tudo e mais um pouco, quero você junto a mim, quero para sempre e por completo.

Só quero você do meu lado.”

Jade Goulart.

Amanda 

Amanda era assim: vistosa. Cabelo cacheado, coração de leão. Queria o mundo todo porque é no mundo que busca se achar, é reflexo da alma de marinheiro que grita por algo a mais.

Não tinha santo que a segurasse quando tomava uma decisão, não tinha amor, não tinha perigo, não tinha nada além do que desejava e suava, ia longe para conquistar.

A menina era 08 ou 80, alegria ou choro, verão ou inverno, rock ou blues, paraíso ou inferno; aí de quem pisasse em seu calo, a dor que provocava não era física, atingia logo o coração.

Mas em meus braços ela sorria, era puro, perfeito em seu momento. Amanda dançava em meu quarto e eu lutava para o tempo não passar.

Nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, poucas as aventureiras, mas todos têm uma e querem estar ao seu lado; meu coração se enche e a diaba sorri.

Carinho, era assim que me chamava, desistiu de “amor” por ser subestimado e dizia baixinho enquanto o tempo se esvaía “o meu todo é sempre teu”.

Um belo dia chegou em minha casa, o olhar sóbrio, o corpo sereno, me explicou de um jeito tranquilo que queria partir. Meu corpo travou, o coração em choque, era o mundo a chamando por mais, “vem comigo, carinho, me acompanha” e eu não podia, o peso da responsabilidade guiando meu não.

E ela me abraçou se unindo mais uma vez, querendo dissipar a distância, nos tornar um…”se desisto, me perco; se continuo, te perco”.

O mundo parou naquele segundo infinito “vai leoa e volta, que meu peito é teu lar e se aquece quando faz morada”.

No final, nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, indispostos a dizer adeus.

Jade Goulart

ENEM, faculdade e minhas experiências

Alô, alô!

Como vocês estão, minha gente linda? Então, esse é um assunto que até agora não me pronunciei mas a minha colega @caroldavd deu um espetáculo com as suas experiências universitárias e aqui estou eu para falar sobre as minhas.

Quando fiz o ENEM em 2015 fiquei dividida entre veterinária e letras, quem passou por essa fase ou está passando sabe que surgem muitas dúvidas na nossa cabeça e são poucos os casos que a pessoa tem certeza sobre qual profissão seguir, então no final do ano eu optei por letras-literaturas na UFRJ e vi que o curso tinha tudo o que eu sempre quis.

Foi difícil porque eu moro em Maricá e a faculdade está no Fundão – no Rio – e pelo meu horário ser matutino, eu acordava – e ainda acordo – muito cedo para chegar às 07:30 no horário, quem estuda ou trabalha em cidades diferentes e principalmente depende de transporte público para se locomover sabe o quanto é cansativo essa “jornada” – ainda mais com o bate e volta diário hahaha

E logo no terceiro período eu quis ter como primeira experiência um estágio como mediadora de um menino autista, ainda hoje eu estou nesse trabalho que só me acrescenta como pessoa e também profissionalmente, mas não é fácil, por ser de tarde são poucas as horas que eu estudo por não ter uma moradia tão próxima assim.

Mas eu não me arrependo das minhas escolhas, o curso, a faculdade e o meu estágio me dão uma noção do quanto é satisfatório e lindo a profissão que eu carrego e sobretudo a importância que um professor tem na vida de cada aluno e o aprendizado que os mesmos com tão pouca idade podem transmitir.

Então, para os que estão começando ou passaram/passam por uma situação parecida comigo eu espero que tenham o melhor do que a vida universitária pode proporcionar, eu sei que é difícil e às vezes a batida fica tão pesada que dá vontade de desistir mas nós somos mais fortes.

E para os que estão querendo uma cadeira que a faculdade seja distante como a minha: calma, não se assustem, como eu disse é muito bom e satisfatório se encaixar naquilo que te faz feliz, as obrigações são o mínimo e a vivência é muito grande, é um outro universo e se vocês souberem aproveitar, sairão pessoas com uma bagagem maravilhosa por haver uma miscigenação de ideias nesse ambiente.

Então é isso, gente, eu espero que vocês tenham gostado e qualquer coisa comentem aqui embaixo que eu adoro responder vocês hahaha

Até uma próxima,

Jade Goulart

O que tiver que ser,será

“Você já percebeu que pessoas que não são felizes não conseguem fazer o outro feliz?”

Há uma trava nessa porta. Mentira seria se eu dissesse que não tentei destrancar, arrombar, achar a senha ou corromper o chaveiro para entrar. Mentira seria se eu dissesse que não foi o que mais quis por tanto tempo, tempo que não cabe em dedos, em números – ainda mais eu que desse assunto mal domino.

Mas meu bem, disso eu posso contar: enquanto crescia, sozinha, acompanhada dos outros ou de mim, eu escrevia e você não via, eu escrevi nos dias de sorriso, escrevi nos dias de choro, escrevi para me bastar e até para continuar com tudo. Escrevi como válvula de escape desse mundo, te inseri no meu e criei o nosso – e era lindo, na medida dos meus sonhos para nós.

Foi no plano das ideias que demos tão certo – onde circunstâncias não foram impostas, onde o amor nos bastou – e foi no plano real que tudo desandou – onde o “e se?” foi tão profundo que virou cicatriz aberta quando nos víamos.

Mas isso importa agora? Culpar o passado, desdobrar o presente e forçar algo que um dia já teve de tudo para acontecer mas agora não mais é. Eu que de boba, já vi todos os sinais, os meus próprios, só não aceitei e agora luto entre razão e emoção por sentimento que desconheço.

Em uma história vivida por dois, todos esperam que o final tenha um culpado, mas se não houver? Se o tempo só passou e agora dentro de mim só exista tanto carinho e o eterno “e se?” de quem não foi, da menina tão novinha que se apaixonou por alguém que julgava ser o amor?

Tanto achismo dá canseira. Eu meio que cansei. Também decidi dar um basta nessa ideia falha de querer estar tão certa sobre tudo para nunca me, te, nos magoar. O que tiver que ser, será.

Jade Goulart