A menina que tinha medo de pontos finais.

Eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus, doía em sua alma não querer mais ter algo que lhe fora tão bom, e em noites frias ela pedia para não ter mudado o suficiente para poder reviver seus momentos mais especiais. Ela fechava os olhos, sorrindo e sentia o gosto do que já passou: estrelas, beijos e carinho.

Mas agora ela estava em um canto da cidade, perdida em seus pensamentos, chorando. Por que ela mudou? Por que as coisas não são como antes? O sabor não é o mesmo e o conforto também? Por que em seus braços tudo parece indiscutivelmente errado e longe, recebendo seu silêncio, também?

Talvez essa menina só não saiba o que quer. Ela balança os pés, batuca os dedos com um tique antigo pela madeira da mesa, relembra com saudosismo os momentos que não quer apagar da memória, que estão se esvaindo por suas mãos, por seus pensamentos, com o tempo, e olha para aquele que um dia foi à inspiração para os seus sentimentos mais lindos.

Olha para a foto dele, presa em um eterno momento em que foi feliz, sem ela.

Dizem que a tristeza quando bate dá aos artistas as palavras e as vontades mais loucas, as inspirações mais belas, e para ela não seria diferente. Nunca é. Ele marcou sua vida de tantas formas, desde pequena e agora já adulta, e apesar de tudo, seguir sem sua companhia lhe parecia à coisa mais difícil a se fazer quando sempre acreditava que eles dois independente do tempo teriam uma solução. Uma resposta e encaixe.

Suas amigas diziam que quem tinha parado no tempo por suas eternas decepções era ele, mas ela sentia em seu coração que o “não dizer adeus” a prendia; em seu dicionário compartilhado todas as palavras poderiam ser usadas, menos essa, tão distante e definitiva.

“Querido Castor,

Você sempre reclamou das minhas palavras nunca ditas e agora veja uma porção delas: em um filme que vi há anos atrás, uma personagem disse para seu parceiro “eu te amo, mas não gosto mais de você”, eu não entendi em primeiro momento o que aquilo significava, afinal, como era possível amar sem gostar da pessoa? Mas hoje eu vejo que talvez esse seja o nosso caso.

Eu não posso dar certeza dos seus sentimentos, tampouco dos meus sempre movidos à vapor. As borboletas estão mais escassas, ninguém tem culpa, o tempo passou e as circunstâncias prevaleceram. A gente sempre volta tentando se apoiar no outro, mas agora, tudo parece confuso. Você acertou quando disse que eu era complexa e eu em saber que às vezes, mesmo me conhecendo tão bem, você não saiba me ler.

Você a ama e me quer do seu lado; eu te quero bem e meu coração fica acelerado só de ter você com o corpo junto ao meu, assim como o seu, mas odeio o jeito que me trata atualmente, sua falta de certeza ou a falta de palavras, e talvez esse só seja mais um aviso do destino falando que nós não somos para ser.

Nós sempre fechamos os olhos para não sentir essa partida, eu peço: feche os seus.”

Ela mordeu seus lábios, outro tique que adquiriu com o tempo, olhou para a folha borrada de tinta bem a sua frente, e desenhou flores na borda cogitando mandar ou não. Era só medo e confusão…

Suspirou e levantou de sua cadeira, amassou em uma bolinha e jogou para o alto, que o tempo viesse e a ensinasse tudo o que precisasse. E eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus.

Jade Goulart

Maio, tatuagens e dermografismo.

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Uma das coisas que fiz esse mês foi a tão sonhada tatuagem, vocês lembram que bem lá no iníciozinho do blog eu fiz um post sobre isso (aqui)? Já tem um tempinho que queria escrever sobre a minha experiência mas como já comentado – infelizmente – as coisas estão meio corridas e só consegui “parar” agora.

Eu sempre sonhei e passei por diversas fases com relação a esse assunto, de borboletas, tribais, totens, tudo mesmo, até parar nos girassóis e alguns desenhos que mais para frente terei o prazer de compartilhar por aqui, mas eu tinha um impedimento: minha pele sempre foi muito sensível, só quando atingi a maioridade busquei a fundo e soube que tinha (ainda tenho) dermografismo. E o que é isso?

“O dermografismo é um tipo de alergia na pele, bastante comum na população, caracterizada pelo inchaço, coceira e aparecimento de riscos vermelhos com relevo na pele. Sempre que há alguma pressão na pele, com unha ou caneta, por exemplo.”  Fonte: Tua Saúde

O meu é leve, os “inchaços” vem e passam bem rápido, em questão de minutos, e diferente de quem tem em um nível maior, não coça, mas é bastante importante ir em um dermatologista para saber se é recomendável ou não fazer a tatuagem. Quando eu fui, o meu passou alguns remédios, a pomada ideal para a minha pele, e disse que tem tratamento especializado caso eu queira acabar com os inchacinhos na minha vida, valeu à pena, saí satisfeita hahaha Um beijo dermo lindo!

A intenção inicial foi fazer um desenho próprio, mas de tanto buscar no Pinterest achei um de uma tatuadora que não me deixou escolhas, lembro bem que na época fiquei bastante dividida, mas optei por esse e não me arrependo em nada, talvez mais para frente, com algumas bagatelas a mais eu faça o meu hahaha

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Eu fiz em um estúdio perto do meu trabalho, mesmo desenho e área, e saiu 150 golpinhos, foi bem barato porque (para a minha sorte) eles estavam fazendo aniversário e uma promoção ma-ra-vi-lho-sa!  Na hora doeu e minha pele reagiu, ficou em relevo por alguns dias (é gente, quem tem dermografismo sofre com esse mal) mas depois passou e ficou como qualquer outra tatuagem, descascou e coçou mas agora tá em perfeito estado.

18555894_1141014526010559_7837184141754117324_nNo gramado da UFRJ toda feliz.

Eu espero fazer mais algumas daqui em diante, sou apaixonada de carteirinha e por mim, meu corpo seria todo desenhado hahaha Bom, espero que vocês tenham gostado do post assim como eu! Vocês já fizeram alguma tatuagem ou têm vontade?

Até uma próxima,

Jade Goulart

Papo Sério: o medo da ex. 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, tem um tempo que não escrevo e principalmente por isso quero pedir desculpas antes de começar com o texto de hoje, eu e a Carol estamos bastante atarefadas e por isso não conseguimos manter o ritmo e produzir conteúdos novos. Maio trouxe tantas experiências para nós duas que certamente quando voltarmos junto com a calmaria de posts diários, tudo vai dar bastante certo! Até lá pedimos que não desistam da gente! hahaha ❤️

Assunto pesado para início de conversa, não é? Não é a primeira vez que penso em abordar esse tema e talvez seja usado em mais textos: a raiva que temos de atuais e/ou ex dos (as) nossos (as) ex e/ou atuais se naturalizou e hoje espalhamos ódio gratuito imperceptivelmente.

Tornou-se comum, e vou usar casos de relacionamentos entre homens e mulheres, a atual não gostar da ex e vice-versa, mesmo não conhecendo a pessoa ou sabendo a verdade que ela possuí; Está tão incutido no nosso subconsciente que somente quando questionados nós (talvez) vemos que estamos cometendo uma injustiça ou piorando uma situação.

Quando uma ou mais mulheres não seguem o padrão transformam-se em capa de revistas, como o caso da atriz que tirou uma foto e as duas ex esposas de seu marido a curtiram. E isso deveria ser considerado um absurdo, porque nós não podemos ceder a um tipo de sistema tão cruel com o próximo e ainda assim, ajudar a perpetuar.

O mais difícil é sair desse ciclo, seria hipocrisia minha não admitir que quando mais nova não falei mal das exs de quem pertencia a minha vida naquele momento, e parte disso é gerado por uma insegurança de ser trocado, mas por graça ou desgraça, essa mesma pessoa tem um gosto parecido com o meu e viveu momentos que ajudaram no amadurecimento pessoal de quem eu estava, assim como, eu também vivi – o que é normal, todos, sem exceção, têm um passado.

Então, para quê, ver só um lado? Talvez desmerecer uma pessoa por histórias que ela, na maioria dos casos, não pode confirmar por medo ou insegurança ou ciúmes?

Nós como sociedade estamos tão acostumados a pôr a culpa e responsabilidade em cima das mulheres que muitas vezes, viramos uma contra a outra, sem necessidade.

Bom, hoje eu só quis levar um papo com vocês e tentar chamar atenção a uma coisa que prejudica e muito nossas relações sociais, espero que tenham gostado e comentem, por favor, se vocês concordam ou têm alguma divergência.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Papo Sério: Gorda

Alô, alô!

Ontem de noite, depois de fazer um pouco de exercício, resolvi pesquisar a palavra “gorda”. Fiz isso porque há um tempo, coisa não muito distante, minha relação com meu próprio corpo não era uma das melhores e não sei, acho que queria ver resultados de meninas com peso x mostrando como é se amar. Mas não vi.

O que eu vi me deu tristeza, quando você procura por “gorda” no Tumblr vê uma ou outra mensagem de meninas se empoderando enquanto o restante são queixas. Eu senti muita falta de meninas que passaram por situações parecidas com a que eu passei e que hoje servem de exemplo para outras.

Mas pelo que você passou? Passei por uma fase da minha vida em que eu me sentia insuficiente por não gostar de quem eu era, começou com meu corpo, o ganho de uns quilinhos a mais, depois foi para o meu cabelo, naturalmente enrolado, e quando dei por mim, não existia mais confiança e eu tinha vergonha de me achar bonita, ver qualidades em quem eu era, até sair de casa.

E para o que veio depois, para o que eu me tornei, para o que eu sou agora, não tem fórmula secreta, não tem esquema ou passo a passo, cada pessoa acaba achando seu amor próprio em coisas que trazem satisfação pessoal e comigo, foi quando eu comecei a caminhar e entrei na faculdade. Mas para outras pessoas pode ser pintar, escrever, fazer uma luta, conversar, enfim, um infinito de possibilidades.

Eu gosto de pensar que para cada situação sempre existe um recomeço, um novo ponto de partida. Mas afinal, ser gorda é ruim? Um dia vi uma youtuber fazendo essa mesma pergunta e a resposta é transparente: não, não é quando se tem saúde. Hoje em dia mesmo ganhando alguns quilos e com mais curvas eu me sinto autossuficiente para sair do jeito que eu bem entender; gostar de si é consequência de uma história que tem de tudo para ser linda.

Além do quê, gorda é um adjetivo, assim como magra. Um adjetivo não define um complexo que compõe uma pessoa e se é para definir que sejam por adjetivos como inteligente, engraçado, carismático, altruísta, gentil, amável, o que melhor se encaixar.

Até uma próxima,

Jade Goulart

Amor da minha vida

Amor da minha vida, você me tira uma dúvida? Eu pensei que iria te encontrar mais para frente, em uma festa, talvez com um tropeço ou com você chegando de fininho, sem a gente reparar ou perceber, é que eu queria viver algumas coisas até o dia em que eu vou assumir para o mundo que você é a pessoa ideal para mim, que vou ter um futuro, uma casa e filhos, com cachorros, gatos ou cavalos. Mas se for para chegar agora, e você sabe que sou distraída, faz uma sinalização, faz eu reparar, me espera?
Talvez você seja mais novo ou mais velho, mais alto ou mais baixo, talvez você seja um modelo de vitrine ou até a pessoa mais fora do padrão, talvez eu não te enxergue agora por não estar atenta às grandes histórias de amor, mas me convence que nós somos melhores que aquelas histórias de romance que se passa em final de tarde, que você gosta de bichos, tem seus planos e quer conhecer o mundo, porque se não for para eu te conhecer daqui a alguns anos, tudo bem, eu cresço do teu lado.
Amor, eu não vou te ver agora, não quero apagar nosso futuro, nossas prováveis histórias engraçadas ou o que nós vamos viver então me mostra que a gente é aquilo que eu nunca sonhei, que nós somos mais ou se não, me espera, vive muito, beija muito na boca, se aventura, que eu quero que você seja tão leve e tão feliz quanto possa ser e a gente se encontra em algum lugar no meio do caminho.
Uma hora você vai entender que vou te dar todos os apelidos que sempre guardei para a pessoa mais especial, vou ir com você a todos os lugares mais lindos e vou querer conhecer e te apresentar meus pais. Vive muito ou me encontra que a gente se reconhece e faz valer a pena.
Um beijo meu futuro mais lindo amor.

Jade Goulart

Viva o presente

Depois de tantas decepções pude compreender que pouco importa o tempo que passamos com aquela pessoa, o número de ligações, as pessoas da família a quem fomos apresentadas, as vezes que viajamos ou saímos para comer aquele sanduba à noite. Notei que a reciprocidade, o esforço para estar perto, o carinho que é dado e é cultivado dia após dia, a sintonia, o respeito são ações que realmente importam, conquistam e tornam a pessoa merecedora para estar ao nosso lado.

Ao longo do tempo pude perceber que nada na vida acontece por acaso, perder o nosso companheiro deixa feridas que achamos que jamais irão cicatrizar, mas ao invés de ficarmos pessimistas, devemos parar de querer superar tão facilmente e correr atrás do nosso desenvolvimento pessoal. Às vezes, é mais válido aceitar do que superar, pois o que importa de fato não é o que fazem conosco, e sim como lidamos com a ação do outro, se ocorreu, é porque eu precisava aprender com aquilo, não é para nos derrubar, o tempo irá nos mostrar a razão.

Muitos sofrem por fome, deficiência, mortes, será que não é egoísmo demais da nossa parte parar a nossa vida para sofrer pelo término de um relacionamento? Quando você se sentir mal, quando tudo parecer dar errado, saia da situação e tente visualizar como observador, tenho certeza de que você vai parar de ser tão negativo, a vida não está te dando uma rasteira, ela só está tentando te fazer crescer porque nem sempre o que julgamos ser o melhor realmente é.

Nós não sabemos o dia de amanhã, hoje pode ser o nosso último dia, você quer vivê-lo reclamando do que não deu certo ou agradecendo pelo que tem? Sempre tem algo para piorar, tente ser mais positivo, aceite, ame, diga para a pessoa que você gosta o quanto a ama, olhe para seus pais e agradeça o que eles têm feito para promover a sua felicidade, olhe para aquele seu amigo que está passando por uma situação difícil e diga que tudo vai dar certo, pois tudo o que vem causando o mal, está vindo para algo melhor e é o que vai te dar forças para lidar com outra situação que pode ser ainda pior. Não queira viver o passado, viva o hoje e se torne uma pessoa melhor para que o seu futuro seja mais leve, afinal, somos responsáveis por tudo que cativamos.

Caroline David

Ficha musical: Ed Sheeran

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Tem um tempo considerável que não faço uma ficha musical, a primeira foi bem no início do blog, vocês lembram? A Ficha musical: Hayley Kiyoko. mostrou um pouquinho sobre meu gosto e o som maravilhoso que ela produz, mas hoje quero mostrar as músicas do nosso ruivo lindo e as datas do shows que ele fará no próximo mês hahaha

Sem mais delongas: Ed Sheeran

Ed nasceu no dia 17 de fevereiro – aquariano – começando sua carreira em 2005 e deslanchando logo em 2012, dono de muitas músicas dançantes, românticas e do meu coração, além de ser um baita crush hahaha

Discografia:

  • The Orange Room (2005)
  • Want Some? (2007)
  • Loose Change (2010)
  • + (2011)
  • You Need Me (2011)
  • Songs I Wrote With Amy (2011)
  • x (2014)
  • ÷ (2017)

Como eu conheci: Acho que através do meu ex-namorado, ele escutava bastante o músico e acabou que eu me apeguei aos sons que ele produzia na época, gostosos e com a letra bem sentimental, conforme o tempo foi passando senti uma evolução de estilo. Esse novo álbum que lançou tá maravilhoso! hahaha

Datas:

Show de Ed Sheeran em Curitiba (PR) – 23 de maio de 2017 – Pedreira Paulo Leminski

Show de Ed Sheeran no Rio de Janeiro (RJ) – 25 de maio de 2017 – Rio Arena

Show de Ed Sheeran em São Paulo (SP) – 28 de maio de 2017 – Allianz Parque

Show de Ed Sheeran em BH (MG) – 30 de maio de 2017 – Esplanada do Mineirão

Datas retiradas do site: Confira Mais

Músicas que mais gosto:

Shape Of You  • Castle On The Hill • Thinking Out Loud  • Photograph

Quem está super ansiosx para os shows dele? Tem mais algum músico que vocês gostariam de ouvir por aqui? Aaa, não esqueçam, se vocês cantam ou tem uma banda, mandem pelo nosso Contato que escutaremos suas músicas e talvez o próximo aqui seja você!

Até uma próxima,

Jade Goulart