Lugares: MAC Niterói – ÁGUA PARADA E ANNABELLA&LYGIA&MIRA&WANDA

Alô, alô!

Como vocês estão, pessu? Quem acompanha o blog sabe que estabeleci como meta de 2018 conhecer diferentes lugares e me permitir viver novos momentos, eu percebi com o tempo que fiquei tão focada em ver feeds perfeitos que esqueci de viver outras coisas, quem nunca né? Foi assim que acabei indo em minha primeira trilha na Gruta do Spar em Inoã/ Maricá – escrevi como foi minha experiência aqui – e também agora no Museu de Arte Contemporânea em Niterói.

Não vou mentir, eu tenho uma lista de lugares para conhecer que em breve pretendo compartilhar com vocês hahaha O MAC fica na orla de Icaraí e de tempos em tempos apresenta diferentes exposições, as que vi foram ÁGUA PARADA de Vivian Caccuri (15/04 a 05/08) e ANNABELLA&LYGIA&MIRA&WANDA (03/03 a 11/11).

“A varanda do Museu de Arte Contemporânea será tomada pelo som de Vívian Caccuri, na exposição “Água Parada”. Abrindo no dia 14 de abril, a exposição dá continuidade à pesquisa sobre o som e seus efeitos na percepção e experiência estética da artista.

Por meio de caixas de som, o público será recebido por uma trilha sonora inédita, composta pelo zumbido de mosquitos, e envolto por faixas de fumaça que transformam a experiência da varanda do MAC. A visão se torna totalmente mediada pela audição, guiando a experiência estética a partir da pesquisa da artista.

Carioca, Vívian Caccuri já expôs por todo o Brasil e no exterior, como na Finlândia, Itália e Estados Unidos, entre outros. Além disso, seus trabalhos musicais já foram reproduzidos em uma rádio londrina, além da rádio Mirabilis, do Rio de Janeiro. Chegou a trabalhar com Gilberto Gil, mas também é uma escritora premiada pelo Prêmio Funarte de Produção Crítica em Música de 2013, com o livro “O que Faço é Música”, que explora os primeiros discos de vinil feitos por artistas plásticos no Brasil.” – O SOM COMO GUIA: “ÁGUA PARADA” E A PESQUISA DE VÍVIAN CACCURI

“Anna Bella & Lygia & Mira & Wanda: mulheres ocupam a varanda do MAC O MAC Niterói recebe, a partir de 3 de março, uma exposição só de mulheres, todas importantes nomes do cenário artístico contemporâneo. Com curadoria de Pablo Leon de La Barra e Raphael Fonseca, a mostra “Anna Bella & Lygia & Mira & Wanda” apresenta obras de Anna Bella Geiger (1933-), Lygia Clark (1920-1988), Mira Schendel (1919-1988) e Wanda Pimentel (1943-), presentes na importante Coleção MAC – João Sattamini. Cerca de 50 obras, com técnicas variadas (vídeo, pinturas, gravuras e esculturas), farão parte da exposição. Lygia Clark e Mira Schendel foram grandes pesquisadores das relações entre imagem e geometria no Brasil, sendo que, posteriormente, suas formas saem do plano e se dirigem ao espaço. No caso de Lygia Clark, seu interesse chega mesmo à experimentação de diversos sentidos por parte do público. Enquanto isso, Geiger é uma das precursoras do abstracionismo informal no país. Posteriormente, foi conhecida por suas experimentações na gravura e no vídeo, com destaque para a forma como a palavra exerce um lugar crítico e mesmo humorístico na sua pesquisa. Por fim, Wanda Pimentel é uma artista que trabalha predominantemente com pintura, com criações de obras icônicas durante os anos 1960 e 1970 em que o corpo feminino era fundido a objetos domésticos. Além das telas e esculturas, haverá, ainda, alguns vídeos da Anna Bella Geiger um vídeo sobre a Wanda Pimentel (dirigido pelo Antonio Carlos Fontoura, de 1972).” – ANNA BELLA & LYGIA & MIRA & WANDA

Infos retiradas do site: MAC Niterói 

Sobre preços: como fui em uma quarta-feira houve gratuidade mas os demais dias da semana o ingresso custa dez reais e a meia cinco para a entrada no museu, é importante lembrar que o pátio está aberto todos os dias mas o museu só de terça a domingo, ok?

A vista é maravilhosa assim como as exposições – algumas interativas – para quem gosta de tirar mil fotos é um cenário perfeito, principalmente na famosa golden hour hahaha Bem do ladinho do MAC há uma ponte que é perfeita para isso também, o lugar em si é um arraso hahaha Mas sem mais delongas, vou mostrar para vocês alguns registros desse diazinho lindo:

Todas as fotos foram retiradas dos meus arquivos pessoais.

Como vocês puderam perceber eu não resisti e tive que posar de modelo, né? hahahaha Espero que vocês tenham curtido esse post enorme e me contem se já foram ou têm vontade de conhecer esse museu lindão! Eu e a Carol estamos no insta do blog sempre postando conteúdo novo e mostrando um pouco de nossos passeios, não esqueçam de nos seguir por lá também, usem as nossas hashtags #paposério e #paposériopelomundo para aparecerem em nosso perfil e/ou stories!

Até uma próxima, pessu! Beijos de luz

Jade Goulart

 

 

 

 

 

 

Anúncios

Papo Sério: buscando o amor (próprio).

Sempre que escrevo aqui me sinto em casa conversando com uma amiga próxima, naqueles raros momentos que podemos parar depois de uma semana ou um dia cansativo e relaxar os ombros para sentir que estamos bem – ou ficaremos.

Eu sempre li pela internet que devemos nos livrar de pessoas tóxicas, e bom, eu concordo, pessoas, coisas, instantes que nos fazem mal, puxam para baixo e amarguram nossa vida realmente devem ser deixados de lado mesmo que exija esforço de nossa parte, o importante é ficar em paz; mas quantas vezes podemos reconhecer que o problema – sim, é isso mesmo que eu quero dizer – não são eles, mas nós mesmos?

Eu fiquei muito acostumada a lidar com pessoas tóxicas, tão acostumada em minha rotina que simplesmente aceitava quando as coisas não corriam de uma forma “natural”:

A amiga me passou para trás ou fez um comentário para me diminuir? Tudo bem.

O namorado fez eu aceitar algo que eu não queria? Tudo bem também.

Não, não tá tudo bem. É sério, se tem uma coisa que não está bem é isso.

Mas primeiro, antes de reconhecermos que algo está errado precisamos olhar para dentro e ver que esse tipo de tratamento parte de nós, coisas que aceitamos sem querer, maneiras que achamos que devemos ser tratados mesmo que não seja a forma que tratamos o outro em nosso dia a dia.

E daí fica a pergunta: até quando vamos ter mais carinho e compreensão com um terceiro; não se priorizar?

Diferente dos outros posts, dessa vez eu não tenho uma solução, um conselho, nada que eu possa passar por agora que vá mudar essa situação, é um processo gradual que eu estou vivendo – aprendendo a me amar mais.

Mas uma vez com o problema já identificado, fica mais fácil a cura – é o que dizem.

Tá tudo bem às vezes não ficarmos bem e tá tudo bem também, como dizem os clichês, sermos um pouco egoístas para preservarmos a nossa saúde mental – pode acreditar, o mundo gira com ou sem você e se você não estiver bem, não vai poder ajudar ninguém, permita-se ter esse tempo para se cuidar.

É isso gente, espero que todos tenham muita luz em suas vidas.

Tudo é um processo.

Jade Goulart

Eu não estou apaixonada.

Não, eu não estou apaixonada.

Eu não reparo no cabelo liso desgrenhado dele, o humor ácido que ele tem sempre depois da meia noite e muito menos o jeito que ele muda de leão faminto na selva para cordeiro perdido no campo quando nós brigamos.

Sabe, eu não me importo de vê-lo sair com outras meninas, não fico esperando uma resposta durante o dia e também não quero que ele esteja do meu lado enquanto as coisas desmoronam.

Eu não ligo para o sorriso dele, sua voz calma ou os seus incríveis cílios enormes, de longe não reconheceria sua despreocupação ou a sua teimosia quando eu insisto em algo que ele acha errado.

Se eu te dissesse que tem tempo que não acordo com um nome na cabeça, você acreditaria? Não sinto a menor falta de dias em que estamos juntos com suas horas que passam tão rápidas e ao mesmo tempo, devagar.

Nós somos apenas amigos, você não vê? Eu não preciso e nem quero alguém agora, muito menos esse menino que é tão seu e ainda tem muito a crescer.

Então, por todos esses motivos eu digo para você: não, eu não estou apaixonada.

Jade Goulart

Papo Sério: o medo da ex. 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, tem um tempo que não escrevo e principalmente por isso quero pedir desculpas antes de começar com o texto de hoje, eu e a Carol estamos bastante atarefadas e por isso não conseguimos manter o ritmo e produzir conteúdos novos. Maio trouxe tantas experiências para nós duas que certamente quando voltarmos junto com a calmaria de posts diários, tudo vai dar bastante certo! Até lá pedimos que não desistam da gente! hahaha ❤️

Assunto pesado para início de conversa, não é? Não é a primeira vez que penso em abordar esse tema e talvez seja usado em mais textos: a raiva que temos de atuais e/ou ex dos (as) nossos (as) ex e/ou atuais se naturalizou e hoje espalhamos ódio gratuito imperceptivelmente.

Tornou-se comum, e vou usar casos de relacionamentos entre homens e mulheres, a atual não gostar da ex e vice-versa, mesmo não conhecendo a pessoa ou sabendo a verdade que ela possuí; Está tão incutido no nosso subconsciente que somente quando questionados nós (talvez) vemos que estamos cometendo uma injustiça ou piorando uma situação.

Quando uma ou mais mulheres não seguem o padrão transformam-se em capa de revistas, como o caso da atriz que tirou uma foto e as duas ex esposas de seu marido a curtiram. E isso deveria ser considerado um absurdo, porque nós não podemos ceder a um tipo de sistema tão cruel com o próximo e ainda assim, ajudar a perpetuar.

O mais difícil é sair desse ciclo, seria hipocrisia minha não admitir que quando mais nova não falei mal das exs de quem pertencia a minha vida naquele momento, e parte disso é gerado por uma insegurança de ser trocado, mas por graça ou desgraça, essa mesma pessoa tem um gosto parecido com o meu e viveu momentos que ajudaram no amadurecimento pessoal de quem eu estava, assim como, eu também vivi – o que é normal, todos, sem exceção, têm um passado.

Então, para quê, ver só um lado? Talvez desmerecer uma pessoa por histórias que ela, na maioria dos casos, não pode confirmar por medo ou insegurança ou ciúmes?

Nós como sociedade estamos tão acostumados a pôr a culpa e responsabilidade em cima das mulheres que muitas vezes, viramos uma contra a outra, sem necessidade.

Bom, hoje eu só quis levar um papo com vocês e tentar chamar atenção a uma coisa que prejudica e muito nossas relações sociais, espero que tenham gostado e comentem, por favor, se vocês concordam ou têm alguma divergência.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Papo Sério: Gorda

Alô, alô!

Ontem de noite, depois de fazer um pouco de exercício, resolvi pesquisar a palavra “gorda”. Fiz isso porque há um tempo, coisa não muito distante, minha relação com meu próprio corpo não era uma das melhores e não sei, acho que queria ver resultados de meninas com peso x mostrando como é se amar. Mas não vi.

O que eu vi me deu tristeza, quando você procura por “gorda” no Tumblr vê uma ou outra mensagem de meninas se empoderando enquanto o restante são queixas. Eu senti muita falta de meninas que passaram por situações parecidas com a que eu passei e que hoje servem de exemplo para outras.

Mas pelo que você passou? Passei por uma fase da minha vida em que eu me sentia insuficiente por não gostar de quem eu era, começou com meu corpo, o ganho de uns quilinhos a mais, depois foi para o meu cabelo, naturalmente enrolado, e quando dei por mim, não existia mais confiança e eu tinha vergonha de me achar bonita, ver qualidades em quem eu era, até sair de casa.

E para o que veio depois, para o que eu me tornei, para o que eu sou agora, não tem fórmula secreta, não tem esquema ou passo a passo, cada pessoa acaba achando seu amor próprio em coisas que trazem satisfação pessoal e comigo, foi quando eu comecei a caminhar e entrei na faculdade. Mas para outras pessoas pode ser pintar, escrever, fazer uma luta, conversar, enfim, um infinito de possibilidades.

Eu gosto de pensar que para cada situação sempre existe um recomeço, um novo ponto de partida. Mas afinal, ser gorda é ruim? Um dia vi uma youtuber fazendo essa mesma pergunta e a resposta é transparente: não, não é quando se tem saúde. Hoje em dia mesmo ganhando alguns quilos e com mais curvas eu me sinto autossuficiente para sair do jeito que eu bem entender; gostar de si é consequência de uma história que tem de tudo para ser linda.

Além do quê, gorda é um adjetivo, assim como magra. Um adjetivo não define um complexo que compõe uma pessoa e se é para definir que sejam por adjetivos como inteligente, engraçado, carismático, altruísta, gentil, amável, o que melhor se encaixar.

Até uma próxima,

Jade Goulart