Natal

Na minha família temos o costume de comemorar o Natal e fazer desta data um momento feliz.

Quando eu era menor montava a árvore aos poucos e esperava o Papai Noel aparecer e trazer consigo toda a felicidade dentro de sua enorme sacola vermelha, por vezes eu deitava na sala esperando ver um pouco de sua magia, mesmo que sempre dormisse e esse esforço fosse em vão.

A cada passagem do dia 24 para o dia 25, meus natais eram diferentes mas não tristes, esse porém, foi o primeiro; os sinos não badalaram a meia noite, as canções não foram escutadas e o calor do passar das datas não aconteceu, na verdade, foi um desastre interno que passou a externar.

Essa carta é para todas as pessoas que não se sentiram acolhidas, contentes ou reconfortadas nessa data tão especial e esperada:

Eu não sei o motivo da sua infelicidade, ela pode ser alguém, uma circustância ou uma fase que não vem de agora, mas você não está sozinho.

Não é errado se sentir dessa forma em datas que exigem uma união, uma felicidade externada, não é errado fazer a tristeza de visitante em momentos que ela se instala em você. Só não se esqueça de não fazê-la virar moradora do seu próprio peito e lar.

Todos nós passamos por momentos difíceis, em que o coração aperta e algumas palavras só nos ferem mais, mas você não está só.

Tudo se atenua com o tempo. Tudo vai melhorar.

Você é forte e capaz.

Jade Goulart

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Papo Sério: o medo da ex. 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, tem um tempo que não escrevo e principalmente por isso quero pedir desculpas antes de começar com o texto de hoje, eu e a Carol estamos bastante atarefadas e por isso não conseguimos manter o ritmo e produzir conteúdos novos. Maio trouxe tantas experiências para nós duas que certamente quando voltarmos junto com a calmaria de posts diários, tudo vai dar bastante certo! Até lá pedimos que não desistam da gente! hahaha ❤️

Assunto pesado para início de conversa, não é? Não é a primeira vez que penso em abordar esse tema e talvez seja usado em mais textos: a raiva que temos de atuais e/ou ex dos (as) nossos (as) ex e/ou atuais se naturalizou e hoje espalhamos ódio gratuito imperceptivelmente.

Tornou-se comum, e vou usar casos de relacionamentos entre homens e mulheres, a atual não gostar da ex e vice-versa, mesmo não conhecendo a pessoa ou sabendo a verdade que ela possuí; Está tão incutido no nosso subconsciente que somente quando questionados nós (talvez) vemos que estamos cometendo uma injustiça ou piorando uma situação.

Quando uma ou mais mulheres não seguem o padrão transformam-se em capa de revistas, como o caso da atriz que tirou uma foto e as duas ex esposas de seu marido a curtiram. E isso deveria ser considerado um absurdo, porque nós não podemos ceder a um tipo de sistema tão cruel com o próximo e ainda assim, ajudar a perpetuar.

O mais difícil é sair desse ciclo, seria hipocrisia minha não admitir que quando mais nova não falei mal das exs de quem pertencia a minha vida naquele momento, e parte disso é gerado por uma insegurança de ser trocado, mas por graça ou desgraça, essa mesma pessoa tem um gosto parecido com o meu e viveu momentos que ajudaram no amadurecimento pessoal de quem eu estava, assim como, eu também vivi – o que é normal, todos, sem exceção, têm um passado.

Então, para quê, ver só um lado? Talvez desmerecer uma pessoa por histórias que ela, na maioria dos casos, não pode confirmar por medo ou insegurança ou ciúmes?

Nós como sociedade estamos tão acostumados a pôr a culpa e responsabilidade em cima das mulheres que muitas vezes, viramos uma contra a outra, sem necessidade.

Bom, hoje eu só quis levar um papo com vocês e tentar chamar atenção a uma coisa que prejudica e muito nossas relações sociais, espero que tenham gostado e comentem, por favor, se vocês concordam ou têm alguma divergência.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Papo Sério: Gorda

Alô, alô!

Ontem de noite, depois de fazer um pouco de exercício, resolvi pesquisar a palavra “gorda”. Fiz isso porque há um tempo, coisa não muito distante, minha relação com meu próprio corpo não era uma das melhores e não sei, acho que queria ver resultados de meninas com peso x mostrando como é se amar. Mas não vi.

O que eu vi me deu tristeza, quando você procura por “gorda” no Tumblr vê uma ou outra mensagem de meninas se empoderando enquanto o restante são queixas. Eu senti muita falta de meninas que passaram por situações parecidas com a que eu passei e que hoje servem de exemplo para outras.

Mas pelo que você passou? Passei por uma fase da minha vida em que eu me sentia insuficiente por não gostar de quem eu era, começou com meu corpo, o ganho de uns quilinhos a mais, depois foi para o meu cabelo, naturalmente enrolado, e quando dei por mim, não existia mais confiança e eu tinha vergonha de me achar bonita, ver qualidades em quem eu era, até sair de casa.

E para o que veio depois, para o que eu me tornei, para o que eu sou agora, não tem fórmula secreta, não tem esquema ou passo a passo, cada pessoa acaba achando seu amor próprio em coisas que trazem satisfação pessoal e comigo, foi quando eu comecei a caminhar e entrei na faculdade. Mas para outras pessoas pode ser pintar, escrever, fazer uma luta, conversar, enfim, um infinito de possibilidades.

Eu gosto de pensar que para cada situação sempre existe um recomeço, um novo ponto de partida. Mas afinal, ser gorda é ruim? Um dia vi uma youtuber fazendo essa mesma pergunta e a resposta é transparente: não, não é quando se tem saúde. Hoje em dia mesmo ganhando alguns quilos e com mais curvas eu me sinto autossuficiente para sair do jeito que eu bem entender; gostar de si é consequência de uma história que tem de tudo para ser linda.

Além do quê, gorda é um adjetivo, assim como magra. Um adjetivo não define um complexo que compõe uma pessoa e se é para definir que sejam por adjetivos como inteligente, engraçado, carismático, altruísta, gentil, amável, o que melhor se encaixar.

Até uma próxima,

Jade Goulart