Papo Sério: buscando o amor (próprio).

Sempre que escrevo aqui me sinto em casa conversando com uma amiga próxima, naqueles raros momentos que podemos parar depois de uma semana ou um dia cansativo e relaxar os ombros para sentir que estamos bem – ou ficaremos.

Eu sempre li pela internet que devemos nos livrar de pessoas tóxicas, e bom, eu concordo, pessoas, coisas, instantes que nos fazem mal, puxam para baixo e amarguram nossa vida realmente devem ser deixados de lado mesmo que exija esforço de nossa parte, o importante é ficar em paz; mas quantas vezes podemos reconhecer que o problema – sim, é isso mesmo que eu quero dizer – não são eles, mas nós mesmos?

Eu fiquei muito acostumada a lidar com pessoas tóxicas, tão acostumada em minha rotina que simplesmente aceitava quando as coisas não corriam de uma forma “natural”:

A amiga me passou para trás ou fez um comentário para me diminuir? Tudo bem.

O namorado fez eu aceitar algo que eu não queria? Tudo bem também.

Não, não tá tudo bem. É sério, se tem uma coisa que não está bem é isso.

Mas primeiro, antes de reconhecermos que algo está errado precisamos olhar para dentro e ver que esse tipo de tratamento parte de nós, coisas que aceitamos sem querer, maneiras que achamos que devemos ser tratados mesmo que não seja a forma que tratamos o outro em nosso dia a dia.

E daí fica a pergunta: até quando vamos ter mais carinho e compreensão com um terceiro; não se priorizar?

Diferente dos outros posts, dessa vez eu não tenho uma solução, um conselho, nada que eu possa passar por agora que vá mudar essa situação, é um processo gradual que eu estou vivendo – aprendendo a me amar mais.

Mas uma vez com o problema já identificado, fica mais fácil a cura – é o que dizem.

Tá tudo bem às vezes não ficarmos bem e tá tudo bem também, como dizem os clichês, sermos um pouco egoístas para preservarmos a nossa saúde mental – pode acreditar, o mundo gira com ou sem você e se você não estiver bem, não vai poder ajudar ninguém, permita-se ter esse tempo para se cuidar.

É isso gente, espero que todos tenham muita luz em suas vidas.

Tudo é um processo.

Jade Goulart

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Eu não estou apaixonada.

Não, eu não estou apaixonada.

Eu não reparo no cabelo liso desgrenhado dele, o humor ácido que ele tem sempre depois da meia noite e muito menos o jeito que ele muda de leão faminto na selva para cordeiro perdido no campo quando nós brigamos.

Sabe, eu não me importo de vê-lo sair com outras meninas, não fico esperando uma resposta durante o dia e também não quero que ele esteja do meu lado enquanto as coisas desmoronam.

Eu não ligo para o sorriso dele, sua voz calma ou os seus incríveis cílios enormes, de longe não reconheceria sua despreocupação ou a sua teimosia quando eu insisto em algo que ele acha errado.

Se eu te dissesse que tem tempo que não acordo com um nome na cabeça, você acreditaria? Não sinto a menor falta de dias em que estamos juntos com suas horas que passam tão rápidas e ao mesmo tempo, devagar.

Nós somos apenas amigos, você não vê? Eu não preciso e nem quero alguém agora, muito menos esse menino que é tão seu e ainda tem muito a crescer.

Então, por todos esses motivos eu digo para você: não, eu não estou apaixonada.

Jade Goulart

Trilhas: Gruta do Spar (Maricá)

Alô, alô!

2018 está sendo um ano de tentativas para mim, acho que uma das minhas principais metas para esse novo ciclo é me permitir – tentar melhorar meu amadurecimento pessoal, emocional, rever meus ideais, minha percepção de mundo e, por fim, ter coragem! Coragem para substituir o “não vai dar certo” pelo “eu vou conseguir”.

Sempre no final do ano eu determino metas que quero realizar para a entrada do novo, eu estou realizando algumas e talvez, mais para frente, compartilhe minha lista para inspirar alguns de vocês – esse ano ainda quero escrever sobre elas, individualmente, se tudo der certo. hahahaha

Desde pequena eu sempre tive muita vontade de fazer trilha, mas era tão desastrada e tinha tanto medo que sempre adiava! De tanto me permitir e querer viver novos momentos conheci uma amiga na faculdade e ela me convidou – por sorte, bem próximo a minha casa – para eu vir na Gruta do Spar.

A trilha fica em Inoã (Maricá) e é ótima para quem está começando nessa vida – como eu hahaha – é importante levar lanternas, água – pelas incríveis subidas íngremes – e um bom tênis que não derrape tanto. E por que? Durante o trajeto na subida, em alguns pontos, o chão tem uma pequena fenda que “te obriga” a andar com as pernas afastadas… mas calma! juro que dá tudo certo no final!

Para os aventureiros radicais, também há a possibilidade de fazer rapel – eu não cheguei a ir, mas meus amigos mais experientes disseram que a vista de cima é linda!

Um ponto a se atentar é a natureza: a vegetação do lugar, o chão composto por minerais – que brilham conforme nós andamos, as formações rochosas, são de longe, a coisa mais bonita de se ver!

UFA! Aqui embaixo estão algumas fotos do dia – perdoem a falta de qualidade e não desistam de mim (aceito mimos – mentira, porém depende hahahaha). Algumas das fotos estão no meu insta pessoal, os vídeos da gruta estão nos destaques, e com essa volta do blog postaremos novas coisinhas no insta de lá – quem não segue, dá uma passada para conhecer! Nós também criamos as hashtags #paposériopelomundo e #paposérioblog para vocês aparecerem no nosso perfil! É isso, até uma próxima pessoal, beijos de luz!

Instagram: @jadegoulart

OBS: Essa foi a minha primeira vez em uma trilha mas eu fui com um grupo de amigos que já estavam acostumados com o caminho, o indicado sempre é ir com um profissional e/ou com pessoas que já conheçam o trajeto, ok? Por fim, espero que vocês se divirtam e para quem não conhece, se deem essa chance porque o lugar é lindo demais!

Jade Goulart

Sobre nós:

Toda vez que ponho a cabeça no travesseiro fico pensando em nós dois, mesmo que não propositalmente as palavras se alinham e logo, logo já estou vendo o seu sorriso, nossa história tão nossa e todas as coisas que me fazem te amar cada vez mais.

A verdade é: no dia em que te conheci, eu e você conversando por acaso, eu fiquei admirada contigo, de longe o mais gentil e carinhoso, tendo mesmo sem querer, os adjetivos mais bonitos a seu favor. Eu que nunca pensei amar uma pessoa tão diferente, com a sua pele corada e cabeleira de girassol, me percebi apaixonada por cada gesto teu.

E por mais que eu pense sempre em nós, quando vou passar para o papel as palavras não parecem caber direito, você que é tão seu, fez com que eu me perdesse por traços da sua personalidade tão única. Eu sempre escrevi sobre mulheres fortes que descobrem o mundo a partir de um olhar sóbrio e talvez você seja o encaixe de todas as minhas protagonistas, heroínas de suas histórias.

Eu te amo por seu sorriso correto, seu cabelo amarelado, sua personalidade aventureira e ao mesmo tempo acolhedora, amo cada dia mais por suas piadas inteligentes, o jeito que sempre tenta fazer com que tudo dê certo, te amo por seus sonhos e ainda mais quando você me inclui neles, te amo por tantas coisas que sinto que cada palavra é pouco perto da imensidão que é meu sentimento por você.

Foi sorte minha te encontrar em maio.

Foi sorte nossa viver esse amor.

Alô, alô agosto! 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Eu espero que bem, saudáveis, realizados e felizes hahahaha Ontem foi o último dia de julho e com ele nós dissemos um “tchauzinho” bem dolorido para as férias e por isso hoje eu fiz esse post bem rapidinho esperando emanar toda a positividade que conseguir para deixar o dia de vocês um pouco melhor.

Selecionei do Pinterest algumas frases motivacionais que eu gosto muito e sempre guardo comigo de diversos autores diferentes, alguns são sobre bem estar e outros bem feministas como eu – não posso negar hahaha Espero que gostem ❤

Ah! E recentemente o blog tem feito algumas quotes também, ó aqui:

Muitas dessas frases vem tomando conta do nosso Instagram, estamos apostando em uma nova cara e gostando muito dessa fase, se vocês não conhecem passem no @paposerioblog hahaha Bom ,é isso gente linda, espero que vocês tenham gostado bastante assim como eu!

Até uma próxima,

Jade Goulart

Eu acredito…em mim!

Nunca foi boa nas seguintes coisas: localização geográfica, controle das horas, não transparecer seus sentimentos e parar de escrever. Vez ou outra até conseguia realizar todos esses feitos ao mesmo tempo, escrevia qualquer nota em seu celular ou fazia listas de coisas que gostaria de fazer/ter/realizar, não prestava atenção no caminho, sempre tropeçando em alguém e assim, fazia suas caretas intermináveis, terminando por perder a hora marcada.

Era doce e tantas vezes colocava o sentimento de quem tinha carinho em primeiro lugar, cresceu no meio de livros, desenhos, histórias e magia – de lugares, de coisas e de pessoas – e seguia sua rotina feliz com o que viesse – tudo que era para ser teria sua hora.

Foi assim que em um dia, sem perceber, um vendaval a atingiu. Era tempo de mudança, tempo de se reescrever; as circunstâncias queriam assim e assim seria. Foi então que a época mais tortuosa da sua vida começou e também a sua melhor.

Vejam só, “quem caí sete vezes, levanta oito”, e ela cresceu a ponto de se tornar maior que seus sonhos, cresceu a ponto de querer o mundo e ser filha dele mesmo. Decidiu se aventurar mais, mergulhar na realidade da vida e na fantasia de seus contos, se apaixonar – por si e pelos outros – e desfazer dessa ideia boba de colocar sentimentos alheios acima dos seus.

Ela tinha alma de artista, era e é uma arte por si só. Quando queria lutava para conquistar e se iluminava mesmo com o que se pusesse em sua frente, tudo é aprendizado, vejam, ela merecia o mundo e conquistaria ele, como deve ser e será.

Jade Goulart

Resenha: “O mínimo para viver” [SPOILER]

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Eu espero que muito bem e saudáveis! hahaha No dia 14 a Netflix estreou o filme “O mínimo para viver” ou “To the bone” que tem como foco principal a trajetória da Ellen, personagem da atriz Lily Collins, enfrentando a anorexia. Logo no início a vemos fazendo parte de um grupo de reabilitação onde uma das garotas critica o ideal de perfeição feminina que é vendido pelas lojas para meninas/mulheres e a protagonista ridiculariza esse discurso por não querer estar lá.

Durante o percorrer da trama a personagem é internada em uma casa com outros adolescentes tanto com anorexia quanto bulimia e é transmitido a falta de ambiente familiar estável em que ela cresceu, a falta de entendimento que sua irmã tem sobre o assunto em suas repetições de “é só comer” e a ausência de seu pai que em nenhum momento aparece no filme.

Ou seja, é reforçada a ideia de desequilíbrio tanto interno quanto externo a todo momento, principalmente quando mencionam a morte de uma seguidora do seu Tumblr em que era compartilhado seus desenhos sobre a doença.

Durante o período de internação vemos adolescentes em diferentes níveis, porém todo o enredo é passado de forma superficial e rápida, a doença não é tratada com a seriedade que realmente possuí, nós temos a impressão que essas mesmas pessoas estão bem ainda que doentes e logo no final, ela decide depois de um sonho que não quer mais continuar anoréxica, sem contar que não sabemos o destino de seus colegas.

O filme não é de um todo ruim, é comercial, eu fiquei desapontada pela falta de profundidade que os personagens foram tratados, assim como, vários temas de importância que poderiam ser abordados mas não foram. Eu daria 5.5 para ele porque o elenco é maravilhoso e querendo ou não, são poucas tramas que se “aventuram” em temas tão atuais e importantes.

Bom, é isso. Vocês já viram o filme? O que acharam? Comentem aqui.

Até uma próxima,

Jade Goulart

 

 

Papo Sério: Vamos nos amar mais?

Alô, alô!

No post que fiz semana passada (aqui) comentei com vocês que já há alguns dias peguei meu antigo diário para reler e me reconhecer através das loucuras que contava dos meus 13 aos 15 anos. Tenho que admitir que logo no início, nas primeiras páginas, eu ri muito com toda a dramaticidade que desempenhava em cada situação, sempre levando ao extremo da lírica e comparando constantemente a minha vida com um livro – é gente, com 13 anos eu vivia por metáforas.

Lá em 2010 e começo de 2011 eu tive meu primeiro amor, aqueles crushes pesados que não são correspondidos e que normalmente, em noventa por cento dos casos, são os seus amigos ou alguém muito bonito da sua turma – que na sua cabeça, você não teria chance ou estragaria a amizade – e no meu caso, o “boy dos sonhos” era meu amigo/cara bonito da sala.

E como todo ariano é transparente com seus sentimentos, eu não seria diferente, e já naquele tempo era óbvio que eu estava no famoso caso do “eu me apaixonei pela pessoa errada” hahaha para mim e para ele! Mas sempre pensava que eu era maravilhosa e se ele não via, o menino tinha sérios problemas de miopia.

O engraçado é que nessa idade, tanto os garotos como as meninas estão passando por uma fase de transição, mas eu sempre estive convicta que com uma frase motivacional de algum escritor ou trecho de série, não haveria bad que suportasse e até em determinado momento, escrevi algo parecido com isso aqui – já avisando que não está muito bom:

“A verdade é que quem ama respeita. Você tem que sempre procurar quem vai te fazer bem (…) Para que alguém goste de você, você tem que gostar de si própria. Você tem que ter suas vontades, seus confortos, seus direitos, seus deveres, sua opinião, ou seja, sua personalidade. Mude, cresça, faça amigos, erre, aprenda com seus erros, se apaixone, mude, mude de novo e de novo…” (2010, dezembro)

Tudo isso me fez pensar nas meninas e mulheres da minha idade e até um pouco mais velhas – o que eu posso falar agora pode se encaixar para homens também mas vou pôr no feminino – eu já vi tantas meninas se humilharem por um amor que já perdi as contas. Fiquei pensando em que momento nós passamos de confiantes a inseguras, ideologicamente e corporalmente, o momento em que deixamos de acreditar em nós.

Vejam, só nesse mês eu acompanhei quatro ou cinco casos de perto em que a mulher era maravilhosa – em todos os sentidos da palavra – mas seus parceiros as desmereciam ao ponto das mesmas ficarem desgostosas com a vida, se culparem por qualquer erro, se submeterem a qualquer coisa, para continuar ao lado do seu amor – e o mais triste, é que não é incomum.

Então mulherada, vamos nos amar mais? Eu tenho certeza que se você se priorizar, cuidar de si, fazer escolhas conscientes – sem a necessidade constante de querer agradar, as coisas só vão melhorar. Nós tendemos a atrair pessoas positivas quando estamos realizadas e amores tão grandes quanto nós mesmas. Afinal, por que quando criança nós tínhamos consciência de que merecíamos mais e agora, adultas, temos medo?

Todas nós somos mulherões da porra hahahaha Não é errado ter orgulho do seu reflexo no espelho, saber reconhecer quando o outro não te faz mais bem, vocês merecem muito mais.

Bom, é isso, eu espero que vocês tenham gostado do nosso papo.

Até uma próxima,

Jade Goulart