Eu acredito…em mim!

Nunca foi boa nas seguintes coisas: localização geográfica, controle das horas, não transparecer seus sentimentos e parar de escrever. Vez ou outra até conseguia realizar todos esses feitos ao mesmo tempo, escrevia qualquer nota em seu celular ou fazia listas de coisas que gostaria de fazer/ter/realizar, não prestava atenção no caminho, sempre tropeçando em alguém e assim, fazia suas caretas intermináveis, terminando por perder a hora marcada.

Era doce e tantas vezes colocava o sentimento de quem tinha carinho em primeiro lugar, cresceu no meio de livros, desenhos, histórias e magia – de lugares, de coisas e de pessoas – e seguia sua rotina feliz com o que viesse – tudo que era para ser teria sua hora.

Foi assim que em um dia, sem perceber, um vendaval a atingiu. Era tempo de mudança, tempo de se reescrever; as circunstâncias queriam assim e assim seria. Foi então que a época mais tortuosa da sua vida começou e também a sua melhor.

Vejam só, “quem caí sete vezes, levanta oito”, e ela cresceu a ponto de se tornar maior que seus sonhos, cresceu a ponto de querer o mundo e ser filha dele mesmo. Decidiu se aventurar mais, mergulhar na realidade da vida e na fantasia de seus contos, se apaixonar – por si e pelos outros – e desfazer dessa ideia boba de colocar sentimentos alheios acima dos seus.

Ela tinha alma de artista, era e é uma arte por si só. Quando queria lutava para conquistar e se iluminava mesmo com o que se pusesse em sua frente, tudo é aprendizado, vejam, ela merecia o mundo e conquistaria ele, como deve ser e será.

Jade Goulart

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