Papo Sério e Instagram: @mbottan

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, há um tempo atrás escrevi um post que para mim ajudou bastante com a nossa aproximação, acho que o Papo Sério: Gorda foi um dos meus primeiros textos que senti confiança em expressar meu ponto de vista sobre um assunto tão recorrente na vida de tantas adolescentes e mulheres e foi bem gostoso saber que foi bem recebido por vocês.

É sempre bom e muito realizador ver que mesmo por meio da escrita nós podemos ajudar pessoas a se amarem mais e melhorarem o dia a dia, sempre espalhando amor – tanto ao próximo como o próprio – e hoje com esse mesmo pensamento eu venho mostrar um Instagram que tem essa mesma pegada; eu conheci por meio de uma blogueira que tem como foco principal a autoaceitação por meio dos cabelos – o trabalho dela é maravilhoso sem a menor dúvida – mas essa tem como foco a autoaceitação pelo corpo, ajudando muitas pessoas a superar transtornos alimentares com sua experiência.

Além de contar seu cotidiano, a Mirian também nos ajuda – não só meninas e meninos que tem esses tipos de transtornos mas também ao passar tanto conhecimento – com tirinhas engraçadas e leves. Eu espero que vocês adorem tanto quanto eu o perfil dela e espero que ela não se deixe abater por tantos comentários maliciosos que pessoas fazem.

 

As fotos foram retiradas do perfil pessoal da Mirian.

Só orgulho, não é? Hoje o post foi curtinho mas espero que vocês tenham gostado, o perfil dela é esse daqui: @mbottan

Até uma próxima,

Jade Goulart

Livros Wattpad: Aditivo.

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Eu espero que muito bem e saudáveis hahaha Pois bem, há algum tempo indiquei para vocês a trilogia dos “Próximos Homens…” (aqui) que eu simplesmente adorei ler pelo Wattpad e hoje eu venho com o meu novo xodózinho chamado “Aditivo” que ainda está em andamento, mas é muito bom e vale à pena. Eu tenho certeza que quem curte romances adolescente recheados por críticas sociais vão ler e pedir como eu por mais hahaha

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“a • di • ti • vo

▶ Substância adicionada para melhorar o rendimento de uma propriedade. Existem aditivos para diversas finalidades, dependendo de qual uso será feito.

▶ Algo que é adicionado, como uma substância à outra, para alterar ou aprimorar a qualidade geral ou para neutralizar propriedades indesejáveis.

✧ spin-off do livro O Beijo do Vidente ✧”

A história denuncia temas como bullying, transtornos alimentares, abuso de drogas, etc, além de criticar e atentar aos privilégios que cada classe social possui; tem como protagonistas três personagens: Marina, Diogo e Pedro, que estão inicialmente interligados pela escola, mas com o desenrolar da trama vem a se conhecer e até participar de certos flashbacks.

Gente, muito difícil fazer uma sinopse decente sem dar spoiler hahaha Mas como eu disse inicialmente, vale muito à pena, foi escrito pela @carlalaurentino e logo abaixo vou deixar os links dela e do livro para vocês acessarem e conhecerem:

O livro • Perfil da Carla • Meu perfil

Então é isso, eu espero que vocês tenham gostado do post de hoje que foi um pouco mais curtinho.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Papo Sério: Vamos nos amar mais?

Alô, alô!

No post que fiz semana passada (aqui) comentei com vocês que já há alguns dias peguei meu antigo diário para reler e me reconhecer através das loucuras que contava dos meus 13 aos 15 anos. Tenho que admitir que logo no início, nas primeiras páginas, eu ri muito com toda a dramaticidade que desempenhava em cada situação, sempre levando ao extremo da lírica e comparando constantemente a minha vida com um livro – é gente, com 13 anos eu vivia por metáforas.

Lá em 2010 e começo de 2011 eu tive meu primeiro amor, aqueles crushes pesados que não são correspondidos e que normalmente, em noventa por cento dos casos, são os seus amigos ou alguém muito bonito da sua turma – que na sua cabeça, você não teria chance ou estragaria a amizade – e no meu caso, o “boy dos sonhos” era meu amigo/cara bonito da sala.

E como todo ariano é transparente com seus sentimentos, eu não seria diferente, e já naquele tempo era óbvio que eu estava no famoso caso do “eu me apaixonei pela pessoa errada” hahaha para mim e para ele! Mas sempre pensava que eu era maravilhosa e se ele não via, o menino tinha sérios problemas de miopia.

O engraçado é que nessa idade, tanto os garotos como as meninas estão passando por uma fase de transição, mas eu sempre estive convicta que com uma frase motivacional de algum escritor ou trecho de série, não haveria bad que suportasse e até em determinado momento, escrevi algo parecido com isso aqui – já avisando que não está muito bom:

“A verdade é que quem ama respeita. Você tem que sempre procurar quem vai te fazer bem (…) Para que alguém goste de você, você tem que gostar de si própria. Você tem que ter suas vontades, seus confortos, seus direitos, seus deveres, sua opinião, ou seja, sua personalidade. Mude, cresça, faça amigos, erre, aprenda com seus erros, se apaixone, mude, mude de novo e de novo…” (2010, dezembro)

Tudo isso me fez pensar nas meninas e mulheres da minha idade e até um pouco mais velhas – o que eu posso falar agora pode se encaixar para homens também mas vou pôr no feminino – eu já vi tantas meninas se humilharem por um amor que já perdi as contas. Fiquei pensando em que momento nós passamos de confiantes a inseguras, ideologicamente e corporalmente, o momento em que deixamos de acreditar em nós.

Vejam, só nesse mês eu acompanhei quatro ou cinco casos de perto em que a mulher era maravilhosa – em todos os sentidos da palavra – mas seus parceiros as desmereciam ao ponto das mesmas ficarem desgostosas com a vida, se culparem por qualquer erro, se submeterem a qualquer coisa, para continuar ao lado do seu amor – e o mais triste, é que não é incomum.

Então mulherada, vamos nos amar mais? Eu tenho certeza que se você se priorizar, cuidar de si, fazer escolhas conscientes – sem a necessidade constante de querer agradar, as coisas só vão melhorar. Nós tendemos a atrair pessoas positivas quando estamos realizadas e amores tão grandes quanto nós mesmas. Afinal, por que quando criança nós tínhamos consciência de que merecíamos mais e agora, adultas, temos medo?

Todas nós somos mulherões da porra hahahaha Não é errado ter orgulho do seu reflexo no espelho, saber reconhecer quando o outro não te faz mais bem, vocês merecem muito mais.

Bom, é isso, eu espero que vocês tenham gostado do nosso papo.

Até uma próxima,

Jade Goulart

 

Lista de você 

Coisas que eu adoro em você:

  • A cor de girassol que seu cabelo tem;
  • O jeito que sua pele se veste em vermelho quando fica sem graça;
  • A sua barba de cantor dos anos 90;
  • O quanto entra nas minhas loucuras românticas e promete serenatas de amor;
  • O seu lifestyle natureba que pinta de verde metade da sua conta do Instagram;
  • O jeito que me aconselha e se preocupa, mostrando seu lado protetor;
  •  Seu eterno “hm…” de quando está pensando e até o silêncio que faz quando quer me deixar falar e falar;
  • O quanto minha mão parece pequena dentro da sua e seu abraço demonstra ser acolhedor;
  • Seu sorriso contido de quem quer agradar mas fica tímido;
  •  O “eu quero fazer dar certo”, “estou do seu lado” e “quando essa tempestade passar…”;
  • Seu jeito “mais sentimental que eu?” – e também o quanto me faz sorrir só de pensar nisso;
  • Todas as coisas que eu ainda não conheço e até aquelas que eu posso vir a não gostar;
  • A maneira que faz eu me sentir especial só de pôr os olhos em mim e
  •  Como todas as listas parecem bobas e injustas a quem você é de verdade.

Sorte minha ter te encontrado bem no meio desse vendaval.

Jade Goulart

17 de abril de 2012

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Espero que muito bem e saudáveis hahaha Eu posso dizer que estou passando por uma fase muito grande de saudosismo e resolvi há alguns dias atrás reler meu diário de – nada mais, nada menos – sete anos. Gente, vocês não estão entendendo o “mix” de sentimentos que estou tendo ao relembrar de tantas coisas, uma hora eu rio dos meus comentários que fiz lá em 2010 quando tinha 13 anos e outra, choro porque são tantos fatos passados – e minha eterna propensão ao drama.

Em 2012 – título autoexplicativo – eu escrevi um poema para um amigo – mas nunca mostrei, olhem isso – que era meu namorado e hoje eu reli e quis comartilhar com vocês, talvez mais para frente se achar outros poemas que goste repita também com as datas originais. Então é isso, espero que gostem!

” 17 de abril de 2012

Hoje eu gostaria de estar com minha caixa de lembranças, aquela em que guardo cartas suas que sempre têm a distância como um ponto em comum. Eu certamente me deliciaria em cada palavra, cada verso seu, em busca de algum tipo de conforto.

Queria ler em seu poema palavras que dizem que me ama e espera o adentrar da noite por mim. Queria quebrar o muro existente entre nós e descansar em seus braços, poder rir e sentir a melodia que seu sorriso tem, ficar imitando sua voz em tom sínico, receber e dar beijos carinhosos, descobrir verdades constrangedoras, tornar meu mundo em nosso.

Queria correr até cansar, cair no chão e ter você junto a mim, andar na chuva, fingir que todo lugar é uma praia ou até ter uma boa briga para no final ouvir o reconfortante “te amo” e deslizar em seu abraço.

Com toda a certeza existente dentro do meu corpo e alma quero poder te ter de volta, poder te ver e ouvir seu “oi” por entre as escadas, te abraçar e sentir o seu fungar que sempre me diz qual é o meu cheiro.

Enfim, quero seu cheiro, beijo, sorriso e implicância de volta, para depois ler outras cartas perdidas suas…Quero coisas que me faz/nos faz uma falta enorme.

Eu quero tudo e mais um pouco, quero você junto a mim, quero para sempre e por completo.

Só quero você do meu lado.”

Jade Goulart.

Amanda 

Amanda era assim: vistosa. Cabelo cacheado, coração de leão. Queria o mundo todo porque é no mundo que busca se achar, é reflexo da alma de marinheiro que grita por algo a mais.

Não tinha santo que a segurasse quando tomava uma decisão, não tinha amor, não tinha perigo, não tinha nada além do que desejava e suava, ia longe para conquistar.

A menina era 08 ou 80, alegria ou choro, verão ou inverno, rock ou blues, paraíso ou inferno; aí de quem pisasse em seu calo, a dor que provocava não era física, atingia logo o coração.

Mas em meus braços ela sorria, era puro, perfeito em seu momento. Amanda dançava em meu quarto e eu lutava para o tempo não passar.

Nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, poucas as aventureiras, mas todos têm uma e querem estar ao seu lado; meu coração se enche e a diaba sorri.

Carinho, era assim que me chamava, desistiu de “amor” por ser subestimado e dizia baixinho enquanto o tempo se esvaía “o meu todo é sempre teu”.

Um belo dia chegou em minha casa, o olhar sóbrio, o corpo sereno, me explicou de um jeito tranquilo que queria partir. Meu corpo travou, o coração em choque, era o mundo a chamando por mais, “vem comigo, carinho, me acompanha” e eu não podia, o peso da responsabilidade guiando meu não.

E ela me abraçou se unindo mais uma vez, querendo dissipar a distância, nos tornar um…”se desisto, me perco; se continuo, te perco”.

O mundo parou naquele segundo infinito “vai leoa e volta, que meu peito é teu lar e se aquece quando faz morada”.

No final, nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, indispostos a dizer adeus.

Jade Goulart

O que tiver que ser,será

“Você já percebeu que pessoas que não são felizes não conseguem fazer o outro feliz?”

Há uma trava nessa porta. Mentira seria se eu dissesse que não tentei destrancar, arrombar, achar a senha ou corromper o chaveiro para entrar. Mentira seria se eu dissesse que não foi o que mais quis por tanto tempo, tempo que não cabe em dedos, em números – ainda mais eu que desse assunto mal domino.

Mas meu bem, disso eu posso contar: enquanto crescia, sozinha, acompanhada dos outros ou de mim, eu escrevia e você não via, eu escrevi nos dias de sorriso, escrevi nos dias de choro, escrevi para me bastar e até para continuar com tudo. Escrevi como válvula de escape desse mundo, te inseri no meu e criei o nosso – e era lindo, na medida dos meus sonhos para nós.

Foi no plano das ideias que demos tão certo – onde circunstâncias não foram impostas, onde o amor nos bastou – e foi no plano real que tudo desandou – onde o “e se?” foi tão profundo que virou cicatriz aberta quando nos víamos.

Mas isso importa agora? Culpar o passado, desdobrar o presente e forçar algo que um dia já teve de tudo para acontecer mas agora não mais é. Eu que de boba, já vi todos os sinais, os meus próprios, só não aceitei e agora luto entre razão e emoção por sentimento que desconheço.

Em uma história vivida por dois, todos esperam que o final tenha um culpado, mas se não houver? Se o tempo só passou e agora dentro de mim só exista tanto carinho e o eterno “e se?” de quem não foi, da menina tão novinha que se apaixonou por alguém que julgava ser o amor?

Tanto achismo dá canseira. Eu meio que cansei. Também decidi dar um basta nessa ideia falha de querer estar tão certa sobre tudo para nunca me, te, nos magoar. O que tiver que ser, será.

Jade Goulart