Sobre nós:

Toda vez que ponho a cabeça no travesseiro fico pensando em nós dois, mesmo que não propositalmente as palavras se alinham e logo, logo já estou vendo o seu sorriso, nossa história tão nossa e todas as coisas que me fazem te amar cada vez mais.

A verdade é: no dia em que te conheci, eu e você conversando por acaso, eu fiquei admirada contigo, de longe o mais gentil e carinhoso, tendo mesmo sem querer, os adjetivos mais bonitos a seu favor. Eu que nunca pensei amar uma pessoa tão diferente, com a sua pele corada e cabeleira de girassol, me percebi apaixonada por cada gesto teu.

E por mais que eu pense sempre em nós, quando vou passar para o papel as palavras não parecem caber direito, você que é tão seu, fez com que eu me perdesse por traços da sua personalidade tão única. Eu sempre escrevi sobre mulheres fortes que descobrem o mundo a partir de um olhar sóbrio e talvez você seja o encaixe de todas as minhas protagonistas, heroínas de suas histórias.

Eu te amo por seu sorriso correto, seu cabelo amarelado, sua personalidade aventureira e ao mesmo tempo acolhedora, amo cada dia mais por suas piadas inteligentes, o jeito que sempre tenta fazer com que tudo dê certo, te amo por seus sonhos e ainda mais quando você me inclui neles, te amo por tantas coisas que sinto que cada palavra é pouco perto da imensidão que é meu sentimento por você.

Foi sorte minha te encontrar em maio.

Foi sorte nossa viver esse amor.

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Natal

Na minha família temos o costume de comemorar o Natal e fazer desta data um momento feliz.

Quando eu era menor montava a árvore aos poucos e esperava o Papai Noel aparecer e trazer consigo toda a felicidade dentro de sua enorme sacola vermelha, por vezes eu deitava na sala esperando ver um pouco de sua magia, mesmo que sempre dormisse e esse esforço fosse em vão.

A cada passagem do dia 24 para o dia 25, meus natais eram diferentes mas não tristes, esse porém, foi o primeiro; os sinos não badalaram a meia noite, as canções não foram escutadas e o calor do passar das datas não aconteceu, na verdade, foi um desastre interno que passou a externar.

Essa carta é para todas as pessoas que não se sentiram acolhidas, contentes ou reconfortadas nessa data tão especial e esperada:

Eu não sei o motivo da sua infelicidade, ela pode ser alguém, uma circustância ou uma fase que não vem de agora, mas você não está sozinho.

Não é errado se sentir dessa forma em datas que exigem uma união, uma felicidade externada, não é errado fazer a tristeza de visitante em momentos que ela se instala em você. Só não se esqueça de não fazê-la virar moradora do seu próprio peito e lar.

Todos nós passamos por momentos difíceis, em que o coração aperta e algumas palavras só nos ferem mais, mas você não está só.

Tudo se atenua com o tempo. Tudo vai melhorar.

Você é forte e capaz.

Jade Goulart

Livros Wattpad: Aditivo.

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Eu espero que muito bem e saudáveis hahaha Pois bem, há algum tempo indiquei para vocês a trilogia dos “Próximos Homens…” (aqui) que eu simplesmente adorei ler pelo Wattpad e hoje eu venho com o meu novo xodózinho chamado “Aditivo” que ainda está em andamento, mas é muito bom e vale à pena. Eu tenho certeza que quem curte romances adolescente recheados por críticas sociais vão ler e pedir como eu por mais hahaha

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“a • di • ti • vo

▶ Substância adicionada para melhorar o rendimento de uma propriedade. Existem aditivos para diversas finalidades, dependendo de qual uso será feito.

▶ Algo que é adicionado, como uma substância à outra, para alterar ou aprimorar a qualidade geral ou para neutralizar propriedades indesejáveis.

✧ spin-off do livro O Beijo do Vidente ✧”

A história denuncia temas como bullying, transtornos alimentares, abuso de drogas, etc, além de criticar e atentar aos privilégios que cada classe social possui; tem como protagonistas três personagens: Marina, Diogo e Pedro, que estão inicialmente interligados pela escola, mas com o desenrolar da trama vem a se conhecer e até participar de certos flashbacks.

Gente, muito difícil fazer uma sinopse decente sem dar spoiler hahaha Mas como eu disse inicialmente, vale muito à pena, foi escrito pela @carlalaurentino e logo abaixo vou deixar os links dela e do livro para vocês acessarem e conhecerem:

O livro • Perfil da Carla • Meu perfil

Então é isso, eu espero que vocês tenham gostado do post de hoje que foi um pouco mais curtinho.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Papo Sério: Vamos nos amar mais?

Alô, alô!

No post que fiz semana passada (aqui) comentei com vocês que já há alguns dias peguei meu antigo diário para reler e me reconhecer através das loucuras que contava dos meus 13 aos 15 anos. Tenho que admitir que logo no início, nas primeiras páginas, eu ri muito com toda a dramaticidade que desempenhava em cada situação, sempre levando ao extremo da lírica e comparando constantemente a minha vida com um livro – é gente, com 13 anos eu vivia por metáforas.

Lá em 2010 e começo de 2011 eu tive meu primeiro amor, aqueles crushes pesados que não são correspondidos e que normalmente, em noventa por cento dos casos, são os seus amigos ou alguém muito bonito da sua turma – que na sua cabeça, você não teria chance ou estragaria a amizade – e no meu caso, o “boy dos sonhos” era meu amigo/cara bonito da sala.

E como todo ariano é transparente com seus sentimentos, eu não seria diferente, e já naquele tempo era óbvio que eu estava no famoso caso do “eu me apaixonei pela pessoa errada” hahaha para mim e para ele! Mas sempre pensava que eu era maravilhosa e se ele não via, o menino tinha sérios problemas de miopia.

O engraçado é que nessa idade, tanto os garotos como as meninas estão passando por uma fase de transição, mas eu sempre estive convicta que com uma frase motivacional de algum escritor ou trecho de série, não haveria bad que suportasse e até em determinado momento, escrevi algo parecido com isso aqui – já avisando que não está muito bom:

“A verdade é que quem ama respeita. Você tem que sempre procurar quem vai te fazer bem (…) Para que alguém goste de você, você tem que gostar de si própria. Você tem que ter suas vontades, seus confortos, seus direitos, seus deveres, sua opinião, ou seja, sua personalidade. Mude, cresça, faça amigos, erre, aprenda com seus erros, se apaixone, mude, mude de novo e de novo…” (2010, dezembro)

Tudo isso me fez pensar nas meninas e mulheres da minha idade e até um pouco mais velhas – o que eu posso falar agora pode se encaixar para homens também mas vou pôr no feminino – eu já vi tantas meninas se humilharem por um amor que já perdi as contas. Fiquei pensando em que momento nós passamos de confiantes a inseguras, ideologicamente e corporalmente, o momento em que deixamos de acreditar em nós.

Vejam, só nesse mês eu acompanhei quatro ou cinco casos de perto em que a mulher era maravilhosa – em todos os sentidos da palavra – mas seus parceiros as desmereciam ao ponto das mesmas ficarem desgostosas com a vida, se culparem por qualquer erro, se submeterem a qualquer coisa, para continuar ao lado do seu amor – e o mais triste, é que não é incomum.

Então mulherada, vamos nos amar mais? Eu tenho certeza que se você se priorizar, cuidar de si, fazer escolhas conscientes – sem a necessidade constante de querer agradar, as coisas só vão melhorar. Nós tendemos a atrair pessoas positivas quando estamos realizadas e amores tão grandes quanto nós mesmas. Afinal, por que quando criança nós tínhamos consciência de que merecíamos mais e agora, adultas, temos medo?

Todas nós somos mulherões da porra hahahaha Não é errado ter orgulho do seu reflexo no espelho, saber reconhecer quando o outro não te faz mais bem, vocês merecem muito mais.

Bom, é isso, eu espero que vocês tenham gostado do nosso papo.

Até uma próxima,

Jade Goulart

 

Lista de você 

Coisas que eu adoro em você:

  • A cor de girassol que seu cabelo tem;
  • O jeito que sua pele se veste em vermelho quando fica sem graça;
  • A sua barba de cantor dos anos 90;
  • O quanto entra nas minhas loucuras românticas e promete serenatas de amor;
  • O seu lifestyle natureba que pinta de verde metade da sua conta do Instagram;
  • O jeito que me aconselha e se preocupa, mostrando seu lado protetor;
  •  Seu eterno “hm…” de quando está pensando e até o silêncio que faz quando quer me deixar falar e falar;
  • O quanto minha mão parece pequena dentro da sua e seu abraço demonstra ser acolhedor;
  • Seu sorriso contido de quem quer agradar mas fica tímido;
  •  O “eu quero fazer dar certo”, “estou do seu lado” e “quando essa tempestade passar…”;
  • Seu jeito “mais sentimental que eu?” – e também o quanto me faz sorrir só de pensar nisso;
  • Todas as coisas que eu ainda não conheço e até aquelas que eu posso vir a não gostar;
  • A maneira que faz eu me sentir especial só de pôr os olhos em mim e
  •  Como todas as listas parecem bobas e injustas a quem você é de verdade.

Sorte minha ter te encontrado bem no meio desse vendaval.

Jade Goulart

17 de abril de 2012

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Espero que muito bem e saudáveis hahaha Eu posso dizer que estou passando por uma fase muito grande de saudosismo e resolvi há alguns dias atrás reler meu diário de – nada mais, nada menos – sete anos. Gente, vocês não estão entendendo o “mix” de sentimentos que estou tendo ao relembrar de tantas coisas, uma hora eu rio dos meus comentários que fiz lá em 2010 quando tinha 13 anos e outra, choro porque são tantos fatos passados – e minha eterna propensão ao drama.

Em 2012 – título autoexplicativo – eu escrevi um poema para um amigo – mas nunca mostrei, olhem isso – que era meu namorado e hoje eu reli e quis comartilhar com vocês, talvez mais para frente se achar outros poemas que goste repita também com as datas originais. Então é isso, espero que gostem!

” 17 de abril de 2012

Hoje eu gostaria de estar com minha caixa de lembranças, aquela em que guardo cartas suas que sempre têm a distância como um ponto em comum. Eu certamente me deliciaria em cada palavra, cada verso seu, em busca de algum tipo de conforto.

Queria ler em seu poema palavras que dizem que me ama e espera o adentrar da noite por mim. Queria quebrar o muro existente entre nós e descansar em seus braços, poder rir e sentir a melodia que seu sorriso tem, ficar imitando sua voz em tom sínico, receber e dar beijos carinhosos, descobrir verdades constrangedoras, tornar meu mundo em nosso.

Queria correr até cansar, cair no chão e ter você junto a mim, andar na chuva, fingir que todo lugar é uma praia ou até ter uma boa briga para no final ouvir o reconfortante “te amo” e deslizar em seu abraço.

Com toda a certeza existente dentro do meu corpo e alma quero poder te ter de volta, poder te ver e ouvir seu “oi” por entre as escadas, te abraçar e sentir o seu fungar que sempre me diz qual é o meu cheiro.

Enfim, quero seu cheiro, beijo, sorriso e implicância de volta, para depois ler outras cartas perdidas suas…Quero coisas que me faz/nos faz uma falta enorme.

Eu quero tudo e mais um pouco, quero você junto a mim, quero para sempre e por completo.

Só quero você do meu lado.”

Jade Goulart.

Amanda 

Amanda era assim: vistosa. Cabelo cacheado, coração de leão. Queria o mundo todo porque é no mundo que busca se achar, é reflexo da alma de marinheiro que grita por algo a mais.

Não tinha santo que a segurasse quando tomava uma decisão, não tinha amor, não tinha perigo, não tinha nada além do que desejava e suava, ia longe para conquistar.

A menina era 08 ou 80, alegria ou choro, verão ou inverno, rock ou blues, paraíso ou inferno; aí de quem pisasse em seu calo, a dor que provocava não era física, atingia logo o coração.

Mas em meus braços ela sorria, era puro, perfeito em seu momento. Amanda dançava em meu quarto e eu lutava para o tempo não passar.

Nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, poucas as aventureiras, mas todos têm uma e querem estar ao seu lado; meu coração se enche e a diaba sorri.

Carinho, era assim que me chamava, desistiu de “amor” por ser subestimado e dizia baixinho enquanto o tempo se esvaía “o meu todo é sempre teu”.

Um belo dia chegou em minha casa, o olhar sóbrio, o corpo sereno, me explicou de um jeito tranquilo que queria partir. Meu corpo travou, o coração em choque, era o mundo a chamando por mais, “vem comigo, carinho, me acompanha” e eu não podia, o peso da responsabilidade guiando meu não.

E ela me abraçou se unindo mais uma vez, querendo dissipar a distância, nos tornar um…”se desisto, me perco; se continuo, te perco”.

O mundo parou naquele segundo infinito “vai leoa e volta, que meu peito é teu lar e se aquece quando faz morada”.

No final, nós pedimos para garotas como ela não saírem de nossas vidas, indispostos a dizer adeus.

Jade Goulart

O que tiver que ser,será

“Você já percebeu que pessoas que não são felizes não conseguem fazer o outro feliz?”

Há uma trava nessa porta. Mentira seria se eu dissesse que não tentei destrancar, arrombar, achar a senha ou corromper o chaveiro para entrar. Mentira seria se eu dissesse que não foi o que mais quis por tanto tempo, tempo que não cabe em dedos, em números – ainda mais eu que desse assunto mal domino.

Mas meu bem, disso eu posso contar: enquanto crescia, sozinha, acompanhada dos outros ou de mim, eu escrevia e você não via, eu escrevi nos dias de sorriso, escrevi nos dias de choro, escrevi para me bastar e até para continuar com tudo. Escrevi como válvula de escape desse mundo, te inseri no meu e criei o nosso – e era lindo, na medida dos meus sonhos para nós.

Foi no plano das ideias que demos tão certo – onde circunstâncias não foram impostas, onde o amor nos bastou – e foi no plano real que tudo desandou – onde o “e se?” foi tão profundo que virou cicatriz aberta quando nos víamos.

Mas isso importa agora? Culpar o passado, desdobrar o presente e forçar algo que um dia já teve de tudo para acontecer mas agora não mais é. Eu que de boba, já vi todos os sinais, os meus próprios, só não aceitei e agora luto entre razão e emoção por sentimento que desconheço.

Em uma história vivida por dois, todos esperam que o final tenha um culpado, mas se não houver? Se o tempo só passou e agora dentro de mim só exista tanto carinho e o eterno “e se?” de quem não foi, da menina tão novinha que se apaixonou por alguém que julgava ser o amor?

Tanto achismo dá canseira. Eu meio que cansei. Também decidi dar um basta nessa ideia falha de querer estar tão certa sobre tudo para nunca me, te, nos magoar. O que tiver que ser, será.

Jade Goulart

Alguns amores são passageiros

Sempre fui boa com palavras, os estudos, as pessoas, mas não com você, no início tudo parecia caminhar tão bem, havia reciprocidade, parceria, amor, porém em algum momento tudo desandou, onde erramos? o que houve? Do nada o meu coração se encheu de dúvidas, o medo passou a me rodear e as incertezas fizeram morada no meu ser. Onde aquela segurança, alegria e paixão avassaladora se alojaram? Eu precisava recuperar tudo antes que fosse tarde demais. Pobre sonhadora, lutar sozinha é o mesmo que nadar contra a maré, é cansativo e causa perdida, fui avisada, todavia, além de cegar, o amor tem função de ensurdecer as pessoas, os conselhos entram por um ouvido e saem pelo outro, nos tornamos ” donos da verdade e amantes da razão “.
O que faria sem meu namorado, cheia de dúvidas e com todos aqueles ” você vai ficar bem ” que não resolvem? É simples, quando uma ” porrada da vida ” não soluciona, ela te envia outra, outra, outra e outra até que a gente entenda que alguns amores são passageiros e servirão de bagagem para outros. Amar não é depender emocionalmente de ninguém, temos que crescer com os nossos erros e não choramingar pelos cantos porque nosso ex está com outra. Acorde feliz, sinta-se bem, corte o cabelo, pinte, faça a unha, sinta-se mulher, não há nada melhor que se bastar e ser feliz sozinha.
Gosto de pensar que assim como nos filmes, posso me reencontrar com o ex, “anos-luz” mais madura e fazer dar certo ou posso conhecer um cara que vai me amar e cuidar de mim como mereço, não importa se for um médico ou um professor de história, eu só quero ser feliz, com ou sem uma grande paixão. O meu coração nunca vai rejeitar uma emoção porque o medo de sofrer não é suficiente para me impedir de ser tentar.
Como uma boa pisciana, vivo planejando o futuro e fiz questão de encaixá-lo em todos, quando o vi partir senti que ele levava um pedaço de mim. Incrível como o tempo clareia nossas visões, eu criei um lado seu que não existia e fantasiei situações que jamais irão se concretizar, como um cara inexistente poderia superar as minhas expectativas? Ou pelo menos alcançá-las? é pedir muito, eu sei. Por isso, espero que meu próximo amor seja leve, cheio de momentos únicos e alegres, quero ter a graça de sentir aquelas borboletas no estômago novamente e rir do nada ao lembrar das piadas internas, não almejo muito, apenas reciprocidade.

A menina que tinha medo de pontos finais.

Eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus, doía em sua alma não querer mais ter algo que lhe fora tão bom, e em noites frias ela pedia para não ter mudado o suficiente para poder reviver seus momentos mais especiais. Ela fechava os olhos, sorrindo e sentia o gosto do que já passou: estrelas, beijos e carinho.

Mas agora ela estava em um canto da cidade, perdida em seus pensamentos, chorando. Por que ela mudou? Por que as coisas não são como antes? O sabor não é o mesmo e o conforto também? Por que em seus braços tudo parece indiscutivelmente errado e longe, recebendo seu silêncio, também?

Talvez essa menina só não saiba o que quer. Ela balança os pés, batuca os dedos com um tique antigo pela madeira da mesa, relembra com saudosismo os momentos que não quer apagar da memória, que estão se esvaindo por suas mãos, por seus pensamentos, com o tempo, e olha para aquele que um dia foi à inspiração para os seus sentimentos mais lindos.

Olha para a foto dele, presa em um eterno momento em que foi feliz, sem ela.

Dizem que a tristeza quando bate dá aos artistas as palavras e as vontades mais loucas, as inspirações mais belas, e para ela não seria diferente. Nunca é. Ele marcou sua vida de tantas formas, desde pequena e agora já adulta, e apesar de tudo, seguir sem sua companhia lhe parecia à coisa mais difícil a se fazer quando sempre acreditava que eles dois independente do tempo teriam uma solução. Uma resposta e encaixe.

Suas amigas diziam que quem tinha parado no tempo por suas eternas decepções era ele, mas ela sentia em seu coração que o “não dizer adeus” a prendia; em seu dicionário compartilhado todas as palavras poderiam ser usadas, menos essa, tão distante e definitiva.

“Querido Castor,

Você sempre reclamou das minhas palavras nunca ditas e agora veja uma porção delas: em um filme que vi há anos atrás, uma personagem disse para seu parceiro “eu te amo, mas não gosto mais de você”, eu não entendi em primeiro momento o que aquilo significava, afinal, como era possível amar sem gostar da pessoa? Mas hoje eu vejo que talvez esse seja o nosso caso.

Eu não posso dar certeza dos seus sentimentos, tampouco dos meus sempre movidos à vapor. As borboletas estão mais escassas, ninguém tem culpa, o tempo passou e as circunstâncias prevaleceram. A gente sempre volta tentando se apoiar no outro, mas agora, tudo parece confuso. Você acertou quando disse que eu era complexa e eu em saber que às vezes, mesmo me conhecendo tão bem, você não saiba me ler.

Você a ama e me quer do seu lado; eu te quero bem e meu coração fica acelerado só de ter você com o corpo junto ao meu, assim como o seu, mas odeio o jeito que me trata atualmente, sua falta de certeza ou a falta de palavras, e talvez esse só seja mais um aviso do destino falando que nós não somos para ser.

Nós sempre fechamos os olhos para não sentir essa partida, eu peço: feche os seus.”

Ela mordeu seus lábios, outro tique que adquiriu com o tempo, olhou para a folha borrada de tinta bem a sua frente, e desenhou flores na borda cogitando mandar ou não. Era só medo e confusão…

Suspirou e levantou de sua cadeira, amassou em uma bolinha e jogou para o alto, que o tempo viesse e a ensinasse tudo o que precisasse. E eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus.

Jade Goulart

Papo Sério: o medo da ex. 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, tem um tempo que não escrevo e principalmente por isso quero pedir desculpas antes de começar com o texto de hoje, eu e a Carol estamos bastante atarefadas e por isso não conseguimos manter o ritmo e produzir conteúdos novos. Maio trouxe tantas experiências para nós duas que certamente quando voltarmos junto com a calmaria de posts diários, tudo vai dar bastante certo! Até lá pedimos que não desistam da gente! hahaha ❤️

Assunto pesado para início de conversa, não é? Não é a primeira vez que penso em abordar esse tema e talvez seja usado em mais textos: a raiva que temos de atuais e/ou ex dos (as) nossos (as) ex e/ou atuais se naturalizou e hoje espalhamos ódio gratuito imperceptivelmente.

Tornou-se comum, e vou usar casos de relacionamentos entre homens e mulheres, a atual não gostar da ex e vice-versa, mesmo não conhecendo a pessoa ou sabendo a verdade que ela possuí; Está tão incutido no nosso subconsciente que somente quando questionados nós (talvez) vemos que estamos cometendo uma injustiça ou piorando uma situação.

Quando uma ou mais mulheres não seguem o padrão transformam-se em capa de revistas, como o caso da atriz que tirou uma foto e as duas ex esposas de seu marido a curtiram. E isso deveria ser considerado um absurdo, porque nós não podemos ceder a um tipo de sistema tão cruel com o próximo e ainda assim, ajudar a perpetuar.

O mais difícil é sair desse ciclo, seria hipocrisia minha não admitir que quando mais nova não falei mal das exs de quem pertencia a minha vida naquele momento, e parte disso é gerado por uma insegurança de ser trocado, mas por graça ou desgraça, essa mesma pessoa tem um gosto parecido com o meu e viveu momentos que ajudaram no amadurecimento pessoal de quem eu estava, assim como, eu também vivi – o que é normal, todos, sem exceção, têm um passado.

Então, para quê, ver só um lado? Talvez desmerecer uma pessoa por histórias que ela, na maioria dos casos, não pode confirmar por medo ou insegurança ou ciúmes?

Nós como sociedade estamos tão acostumados a pôr a culpa e responsabilidade em cima das mulheres que muitas vezes, viramos uma contra a outra, sem necessidade.

Bom, hoje eu só quis levar um papo com vocês e tentar chamar atenção a uma coisa que prejudica e muito nossas relações sociais, espero que tenham gostado e comentem, por favor, se vocês concordam ou têm alguma divergência.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Depois do nosso fim

Acordei, já era fim de semana, a matéria estava acumulada, a pia cheia de louça, o celular cheio de mensagens não lidas e o clima era de nostalgia. Eu desisti, já não tinha mais forças para lutar, tampouco para sofrer pelo nosso fim tão adiado, foram tantas idas e vindas, você sem perceber fez o meu coração de ioiô. Foram tantas tentativas para esquecer essa história que já nos fez tão bem e nos tirou as mais puras risadas que nem conseguiria citá-las, eu nunca quis ir de verdade, esperava que você retornasse e me encarasse com seus lindos olhos verdes pedindo para eu ficar, juro, não ia pestanejar, teria ficado e te mostrado que foi a escolha certa.

Sou o tipo de pessoa que tenta ver o lado positivo das situações, aconselho que os demais busquem e corram atrás do amor de suas vidas. Contudo, excepcionalmente neste caso, eu não lutei, não pelo medo da rejeição, mas porque foi tanta humilhação que o amor próprio falou mais alto que o coração. Foi uma sucessão de erros, eu sofri por todos, não é o que quero para mim, relacionamento é para ser bom, caso contrário, prefiro ficar sozinha, a vida me ensinou que amores passageiros vêm para ensinar, depois se vão com o vento, lá na frente quando eu me deparar com um cara legal que só queira me amar, vou ter bagagem para lidar, nada acontece por acaso, não existe sofrimento eterno, assim como não existe alegria infinita.

Conforme os dias se vão, o amor diminui, a saudade desaparece e as lembranças no esquecimento. Me perguntam como superei, a verdade é que aceitei e dei valor a tudo o que tenho, sou tão abençoada, não tenho do que reclamar, Sou jovem, forte e saudável, meus amigos estão sempre presentes e me estendem a mão após uma desilusão, será que preciso mesmo de um babaca ao lado tentando destruir meu coração? Não.

Você era a pessoa mais importante da minha vida e você acabou comigo.
— The Vampire Diaries.

 

Caroline David