Alguns amores são passageiros

Sempre fui boa com palavras, os estudos, as pessoas, mas não com você, no início tudo parecia caminhar tão bem, havia reciprocidade, parceria, amor, porém em algum momento tudo desandou, onde erramos? o que houve? Do nada o meu coração se encheu de dúvidas, o medo passou a me rodear e as incertezas fizeram morada no meu ser. Onde aquela segurança, alegria e paixão avassaladora se alojaram? Eu precisava recuperar tudo antes que fosse tarde demais. Pobre sonhadora, lutar sozinha é o mesmo que nadar contra a maré, é cansativo e causa perdida, fui avisada, todavia, além de cegar, o amor tem função de ensurdecer as pessoas, os conselhos entram por um ouvido e saem pelo outro, nos tornamos ” donos da verdade e amantes da razão “.
O que faria sem meu namorado, cheia de dúvidas e com todos aqueles ” você vai ficar bem ” que não resolvem? É simples, quando uma ” porrada da vida ” não soluciona, ela te envia outra, outra, outra e outra até que a gente entenda que alguns amores são passageiros e servirão de bagagem para outros. Amar não é depender emocionalmente de ninguém, temos que crescer com os nossos erros e não choramingar pelos cantos porque nosso ex está com outra. Acorde feliz, sinta-se bem, corte o cabelo, pinte, faça a unha, sinta-se mulher, não há nada melhor que se bastar e ser feliz sozinha.
Gosto de pensar que assim como nos filmes, posso me reencontrar com o ex, “anos-luz” mais madura e fazer dar certo ou posso conhecer um cara que vai me amar e cuidar de mim como mereço, não importa se for um médico ou um professor de história, eu só quero ser feliz, com ou sem uma grande paixão. O meu coração nunca vai rejeitar uma emoção porque o medo de sofrer não é suficiente para me impedir de ser tentar.
Como uma boa pisciana, vivo planejando o futuro e fiz questão de encaixá-lo em todos, quando o vi partir senti que ele levava um pedaço de mim. Incrível como o tempo clareia nossas visões, eu criei um lado seu que não existia e fantasiei situações que jamais irão se concretizar, como um cara inexistente poderia superar as minhas expectativas? Ou pelo menos alcançá-las? é pedir muito, eu sei. Por isso, espero que meu próximo amor seja leve, cheio de momentos únicos e alegres, quero ter a graça de sentir aquelas borboletas no estômago novamente e rir do nada ao lembrar das piadas internas, não almejo muito, apenas reciprocidade.

A menina que tinha medo de pontos finais.

Eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus, doía em sua alma não querer mais ter algo que lhe fora tão bom, e em noites frias ela pedia para não ter mudado o suficiente para poder reviver seus momentos mais especiais. Ela fechava os olhos, sorrindo e sentia o gosto do que já passou: estrelas, beijos e carinho.

Mas agora ela estava em um canto da cidade, perdida em seus pensamentos, chorando. Por que ela mudou? Por que as coisas não são como antes? O sabor não é o mesmo e o conforto também? Por que em seus braços tudo parece indiscutivelmente errado e longe, recebendo seu silêncio, também?

Talvez essa menina só não saiba o que quer. Ela balança os pés, batuca os dedos com um tique antigo pela madeira da mesa, relembra com saudosismo os momentos que não quer apagar da memória, que estão se esvaindo por suas mãos, por seus pensamentos, com o tempo, e olha para aquele que um dia foi à inspiração para os seus sentimentos mais lindos.

Olha para a foto dele, presa em um eterno momento em que foi feliz, sem ela.

Dizem que a tristeza quando bate dá aos artistas as palavras e as vontades mais loucas, as inspirações mais belas, e para ela não seria diferente. Nunca é. Ele marcou sua vida de tantas formas, desde pequena e agora já adulta, e apesar de tudo, seguir sem sua companhia lhe parecia à coisa mais difícil a se fazer quando sempre acreditava que eles dois independente do tempo teriam uma solução. Uma resposta e encaixe.

Suas amigas diziam que quem tinha parado no tempo por suas eternas decepções era ele, mas ela sentia em seu coração que o “não dizer adeus” a prendia; em seu dicionário compartilhado todas as palavras poderiam ser usadas, menos essa, tão distante e definitiva.

“Querido Castor,

Você sempre reclamou das minhas palavras nunca ditas e agora veja uma porção delas: em um filme que vi há anos atrás, uma personagem disse para seu parceiro “eu te amo, mas não gosto mais de você”, eu não entendi em primeiro momento o que aquilo significava, afinal, como era possível amar sem gostar da pessoa? Mas hoje eu vejo que talvez esse seja o nosso caso.

Eu não posso dar certeza dos seus sentimentos, tampouco dos meus sempre movidos à vapor. As borboletas estão mais escassas, ninguém tem culpa, o tempo passou e as circunstâncias prevaleceram. A gente sempre volta tentando se apoiar no outro, mas agora, tudo parece confuso. Você acertou quando disse que eu era complexa e eu em saber que às vezes, mesmo me conhecendo tão bem, você não saiba me ler.

Você a ama e me quer do seu lado; eu te quero bem e meu coração fica acelerado só de ter você com o corpo junto ao meu, assim como o seu, mas odeio o jeito que me trata atualmente, sua falta de certeza ou a falta de palavras, e talvez esse só seja mais um aviso do destino falando que nós não somos para ser.

Nós sempre fechamos os olhos para não sentir essa partida, eu peço: feche os seus.”

Ela mordeu seus lábios, outro tique que adquiriu com o tempo, olhou para a folha borrada de tinta bem a sua frente, e desenhou flores na borda cogitando mandar ou não. Era só medo e confusão…

Suspirou e levantou de sua cadeira, amassou em uma bolinha e jogou para o alto, que o tempo viesse e a ensinasse tudo o que precisasse. E eu bem vi o quanto ela não queria dizer adeus.

Jade Goulart

Maio, tatuagens e dermografismo.

Alô, alô!

Como vocês estão, gente? Uma das coisas que fiz esse mês foi a tão sonhada tatuagem, vocês lembram que bem lá no iníciozinho do blog eu fiz um post sobre isso (aqui)? Já tem um tempinho que queria escrever sobre a minha experiência mas como já comentado – infelizmente – as coisas estão meio corridas e só consegui “parar” agora.

Eu sempre sonhei e passei por diversas fases com relação a esse assunto, de borboletas, tribais, totens, tudo mesmo, até parar nos girassóis e alguns desenhos que mais para frente terei o prazer de compartilhar por aqui, mas eu tinha um impedimento: minha pele sempre foi muito sensível, só quando atingi a maioridade busquei a fundo e soube que tinha (ainda tenho) dermografismo. E o que é isso?

“O dermografismo é um tipo de alergia na pele, bastante comum na população, caracterizada pelo inchaço, coceira e aparecimento de riscos vermelhos com relevo na pele. Sempre que há alguma pressão na pele, com unha ou caneta, por exemplo.”  Fonte: Tua Saúde

O meu é leve, os “inchaços” vem e passam bem rápido, em questão de minutos, e diferente de quem tem em um nível maior, não coça, mas é bastante importante ir em um dermatologista para saber se é recomendável ou não fazer a tatuagem. Quando eu fui, o meu passou alguns remédios, a pomada ideal para a minha pele, e disse que tem tratamento especializado caso eu queira acabar com os inchacinhos na minha vida, valeu à pena, saí satisfeita hahaha Um beijo dermo lindo!

A intenção inicial foi fazer um desenho próprio, mas de tanto buscar no Pinterest achei um de uma tatuadora que não me deixou escolhas, lembro bem que na época fiquei bastante dividida, mas optei por esse e não me arrependo em nada, talvez mais para frente, com algumas bagatelas a mais eu faça o meu hahaha

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Eu fiz em um estúdio perto do meu trabalho, mesmo desenho e área, e saiu 150 golpinhos, foi bem barato porque (para a minha sorte) eles estavam fazendo aniversário e uma promoção ma-ra-vi-lho-sa!  Na hora doeu e minha pele reagiu, ficou em relevo por alguns dias (é gente, quem tem dermografismo sofre com esse mal) mas depois passou e ficou como qualquer outra tatuagem, descascou e coçou mas agora tá em perfeito estado.

18555894_1141014526010559_7837184141754117324_nNo gramado da UFRJ toda feliz.

Eu espero fazer mais algumas daqui em diante, sou apaixonada de carteirinha e por mim, meu corpo seria todo desenhado hahaha Bom, espero que vocês tenham gostado do post assim como eu! Vocês já fizeram alguma tatuagem ou têm vontade?

Até uma próxima,

Jade Goulart

Papo Sério: o medo da ex. 

Alô, alô!

Como vocês estão, pessoal? Bom, tem um tempo que não escrevo e principalmente por isso quero pedir desculpas antes de começar com o texto de hoje, eu e a Carol estamos bastante atarefadas e por isso não conseguimos manter o ritmo e produzir conteúdos novos. Maio trouxe tantas experiências para nós duas que certamente quando voltarmos junto com a calmaria de posts diários, tudo vai dar bastante certo! Até lá pedimos que não desistam da gente! hahaha ❤️

Assunto pesado para início de conversa, não é? Não é a primeira vez que penso em abordar esse tema e talvez seja usado em mais textos: a raiva que temos de atuais e/ou ex dos (as) nossos (as) ex e/ou atuais se naturalizou e hoje espalhamos ódio gratuito imperceptivelmente.

Tornou-se comum, e vou usar casos de relacionamentos entre homens e mulheres, a atual não gostar da ex e vice-versa, mesmo não conhecendo a pessoa ou sabendo a verdade que ela possuí; Está tão incutido no nosso subconsciente que somente quando questionados nós (talvez) vemos que estamos cometendo uma injustiça ou piorando uma situação.

Quando uma ou mais mulheres não seguem o padrão transformam-se em capa de revistas, como o caso da atriz que tirou uma foto e as duas ex esposas de seu marido a curtiram. E isso deveria ser considerado um absurdo, porque nós não podemos ceder a um tipo de sistema tão cruel com o próximo e ainda assim, ajudar a perpetuar.

O mais difícil é sair desse ciclo, seria hipocrisia minha não admitir que quando mais nova não falei mal das exs de quem pertencia a minha vida naquele momento, e parte disso é gerado por uma insegurança de ser trocado, mas por graça ou desgraça, essa mesma pessoa tem um gosto parecido com o meu e viveu momentos que ajudaram no amadurecimento pessoal de quem eu estava, assim como, eu também vivi – o que é normal, todos, sem exceção, têm um passado.

Então, para quê, ver só um lado? Talvez desmerecer uma pessoa por histórias que ela, na maioria dos casos, não pode confirmar por medo ou insegurança ou ciúmes?

Nós como sociedade estamos tão acostumados a pôr a culpa e responsabilidade em cima das mulheres que muitas vezes, viramos uma contra a outra, sem necessidade.

Bom, hoje eu só quis levar um papo com vocês e tentar chamar atenção a uma coisa que prejudica e muito nossas relações sociais, espero que tenham gostado e comentem, por favor, se vocês concordam ou têm alguma divergência.

Até uma próxima,

Jade Goulart.

Alerta inspiração: Laura Jade Stone

Alô, alô!

Há um tempo atrás, naqueles “bate e volta” que temos de um lugar para o outro, fiquei olhando algumas redes sociais e o Pinterest do Blog foi aí que de pin em pin acabei topando com a instablogger Laura Jade Stone e fiquei apaixonada pelos looks que ela usa – e vim compartilhar com vocês hahaha

O que eu mais gosto em seu estilo é a boa composição que ela faz com peças consideradas básicas, sempre concluindo com um acessório que dá um diferencial gritante no look, sem contar que, os batons que ela usa tiram o fôlego de qualquer uma, não é? Me derreto com suas escolhas hahaha

Sem mais delongas:

Todas as fotos foram retiradas do Pinterest

Cada roupa mais linda que a outra, não é? E tem mais inspirações da Laura lá na nossa pasta do Pinterest, dá uma conferida! O que vocês achara, usariam?

O insta dela é esse aqui! Até uma próxima,

Jade Goulart

Depois do nosso fim

Acordei, já era fim de semana, a matéria estava acumulada, a pia cheia de louça, o celular cheio de mensagens não lidas e o clima era de nostalgia. Eu desisti, já não tinha mais forças para lutar, tampouco para sofrer pelo nosso fim tão adiado, foram tantas idas e vindas, você sem perceber fez o meu coração de ioiô. Foram tantas tentativas para esquecer essa história que já nos fez tão bem e nos tirou as mais puras risadas que nem conseguiria citá-las, eu nunca quis ir de verdade, esperava que você retornasse e me encarasse com seus lindos olhos verdes pedindo para eu ficar, juro, não ia pestanejar, teria ficado e te mostrado que foi a escolha certa.

Sou o tipo de pessoa que tenta ver o lado positivo das situações, aconselho que os demais busquem e corram atrás do amor de suas vidas. Contudo, excepcionalmente neste caso, eu não lutei, não pelo medo da rejeição, mas porque foi tanta humilhação que o amor próprio falou mais alto que o coração. Foi uma sucessão de erros, eu sofri por todos, não é o que quero para mim, relacionamento é para ser bom, caso contrário, prefiro ficar sozinha, a vida me ensinou que amores passageiros vêm para ensinar, depois se vão com o vento, lá na frente quando eu me deparar com um cara legal que só queira me amar, vou ter bagagem para lidar, nada acontece por acaso, não existe sofrimento eterno, assim como não existe alegria infinita.

Conforme os dias se vão, o amor diminui, a saudade desaparece e as lembranças no esquecimento. Me perguntam como superei, a verdade é que aceitei e dei valor a tudo o que tenho, sou tão abençoada, não tenho do que reclamar, Sou jovem, forte e saudável, meus amigos estão sempre presentes e me estendem a mão após uma desilusão, será que preciso mesmo de um babaca ao lado tentando destruir meu coração? Não.

Você era a pessoa mais importante da minha vida e você acabou comigo.
— The Vampire Diaries.

 

Caroline David

Papo Sério: Gorda

Alô, alô!

Ontem de noite, depois de fazer um pouco de exercício, resolvi pesquisar a palavra “gorda”. Fiz isso porque há um tempo, coisa não muito distante, minha relação com meu próprio corpo não era uma das melhores e não sei, acho que queria ver resultados de meninas com peso x mostrando como é se amar. Mas não vi.

O que eu vi me deu tristeza, quando você procura por “gorda” no Tumblr vê uma ou outra mensagem de meninas se empoderando enquanto o restante são queixas. Eu senti muita falta de meninas que passaram por situações parecidas com a que eu passei e que hoje servem de exemplo para outras.

Mas pelo que você passou? Passei por uma fase da minha vida em que eu me sentia insuficiente por não gostar de quem eu era, começou com meu corpo, o ganho de uns quilinhos a mais, depois foi para o meu cabelo, naturalmente enrolado, e quando dei por mim, não existia mais confiança e eu tinha vergonha de me achar bonita, ver qualidades em quem eu era, até sair de casa.

E para o que veio depois, para o que eu me tornei, para o que eu sou agora, não tem fórmula secreta, não tem esquema ou passo a passo, cada pessoa acaba achando seu amor próprio em coisas que trazem satisfação pessoal e comigo, foi quando eu comecei a caminhar e entrei na faculdade. Mas para outras pessoas pode ser pintar, escrever, fazer uma luta, conversar, enfim, um infinito de possibilidades.

Eu gosto de pensar que para cada situação sempre existe um recomeço, um novo ponto de partida. Mas afinal, ser gorda é ruim? Um dia vi uma youtuber fazendo essa mesma pergunta e a resposta é transparente: não, não é quando se tem saúde. Hoje em dia mesmo ganhando alguns quilos e com mais curvas eu me sinto autossuficiente para sair do jeito que eu bem entender; gostar de si é consequência de uma história que tem de tudo para ser linda.

Além do quê, gorda é um adjetivo, assim como magra. Um adjetivo não define um complexo que compõe uma pessoa e se é para definir que sejam por adjetivos como inteligente, engraçado, carismático, altruísta, gentil, amável, o que melhor se encaixar.

Até uma próxima,

Jade Goulart